Houve um tempo em que os bares levavam no nome a palavra básica BAR. Assim: bar-batana, o dos pescadores contadores de lorotas; Bar-bitúrico, o do pessoal que era chegado num torpor; Bar-bicacho, o dos tropeiros (esses, num tempo bem remoto); Bar-carola (não vendia bebida e cigarro), o dos que rezavam em excesso (se bem que acabo de achar que nunca é um tanto demais, do jeito que as coisas andam); Bar-cana, o dos que gostavam da pura, sem fazer cara feia e esboçar o gesto de sarava. Bar para tudo quanto é tipo de barzófilo, inclusive o dos melômanos, o Johann Sebastian Bach. O dos cinéfilos – pasmem – se chamava Baretta.