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Curiosidades de Vila Velha
Fonte:
Vila Velha – Onde começou o Estado do Espírito
Santo
Autor: Jair Santos, Vila Velha, 1999.
Aribiri
Trata-se de termo de origem tupi que vem de arabori, araguori,
arauori, araue’ri ou alaberi, significando sardinha,
peixe da família dos caracídeos. (Cunha, 1989:65).
Uma segunda versão da origem do nome aribiri é
alaberi, araberi, diminutivo de árabe, que significa
barata pequena ou baratinha. Ainda segundo outros, pode significar
peixe pequeno, alambari ou lambari (Fonte desconhecida). De
acordo com estudo recente, pode ser proveniente de airi, airu,
airy, palma ou palmeira, sem determinar o gênero, e
buri, bori, mury, espécie de palmeira. Alguns referem-se
às palmeiras da região, outros dizem a mesma
coisa: buri. Na nossa Mata Atlântica era comum encontrarmos
palmeiras de vários gêneros e de todos os tamanhos,
assim como rica variedade de bromélias. Margeando o
imenso manguezal da região de Capuaba, era o que mais
existia. Portanto, airi = buri resultou, por corruptela, em
airiburi ou, aribiri.
Piquira
Piquira, que quer dizer miúdo, é um pequeno
peixe de superfície. A piquira é voraz e aparece
em pequenos cardumes nas marés enchentes. Entre os
meninos canelas-verdes, pescá-las com anzol de alfinete
e isca de miolo de pão se constituía num excelente
divertimento.
A
ponte de Vila Velha
A chamada ponte Nova, bonita ponte de concreto armado que
ficava sobre a avenida Champagnat, sofreu sério comprometimento
em sua estrutura com a enchente provocada pelo transbordamento
do rio Jucu. Para permitir o rápido escoamento das
águas, a ponte foi dinamitada, sendo imediatamente
iniciada a construção do atual canal da Costa.
Peixes
do Rio da Costa
Na pesca com a maré cheia, os peixes principais eram
as tainhas e os robalos. Além disso, nas marés
baixas, o rio era rico em caranguejos, guaiamuns, aratus,
canivetes, siriobas, rerietês, berbigão (que
o canela-verde chamava de burdigão) e siris.
A
Pedra do Cruzeiro
Trata-se de um imponente maciço de granito que separa
a Prainha da pequena praia de Inhoá. Hoje é
a grande pedra localizada entre a Escola de Aprendizes-marinheiros
e a antiga praça da Bandeira, no centro da vila antiga.
Porque o nome Pedra do Cruzeiro?
Os
irmãos José Luiz Serrano Schneider e Maria Helena
Schneider Bastos Vieira (relatos, 1997) que foram criados
na casa que seus pais adquiriram no lado sul desta grande
pedra, afirmam o seguinte: até a metade do século
XX existia no cume dessa pedra uma grande cruz de madeira
com inscrição que assinalava a data e o nome
da missão religiosa que visitava o convento de Nossa
Senhora da penha. A grande cruz era ali deixada, sendo dedicada
à santa e oferecia à cidade em testemunho público
pela graça alcançada. Nos primeiros anos da
década de 50, a cruz tombou por falta de conservação
e não foi mais reerguida.
A
lenda da Pedra do Cruzeiro
Havia
um pequeno cruzeiro branco de alvenaria, assentado numa rocha,
à entrada da baía, em Vila Velha. Segundo a
lenda, quando ocorriam brigas entre escravos de Vitória,
que nos dias de folga, costumavam ir a Vila Velha, onde se
embriagavam, era comum que acabassem esfaqueando-se, ficando
algum assassinado. Se o criminoso conseguisse correr a tempo
de abraçar aquela cruz antes de ser detido, estava
legalmente livre. Mas, se fracassasse na tentativa, podia
considerar-se um condenado à morte.
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