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Vegetação e Crustáceos em 1862 no ES
Fonte:
Dicionário
Topográfico da província do Espírito
Santo. In Revista do Instituto Histórico e Geográfico
do Brasil, 1862, tomo XXV, p. 597-648.
Autor: Brás da Costa Rubim
N.
R.: Veja a vegetação e os crustáceos
catalogadas pelo escritor Brás Rubim em 1862, no Espírito
Santo:
"A
fitologia é copiosa, variada, e profícua; entranhando-se
nas matas admiram-se árvores corpulentas e robustas.
Outras mais pequenas e débeis, umas produzindo frutos
para alimentação, ou regalo do paladar, tais
são: araticum, araticumpoca, airiri, araçanhuma,
coco de quaresma, cabuí, jenipapo, joá, jaboticabeira,
maracujá, macaúba ou coco de catarro, oiti ou
goiti, piquá, pitangueira, pitombo, sapucaia, tucum
taboá, e ubaieira; outras cotonigeras o barrigudo;
na classe das fibrosas a piaçaba e o tacum, piteiras
e gravatás; nas oleosas a andiroba, anda-açu,
baga ou mamona; nas resinosas: almecegueira, aroeira, cabureíba,
copaíba, parajá, e taicica; nas que são
próprias para carpintaria civil e naval: o angelim
caixeta, canela (diversas qualidades), carvallho, cerejeira,
faia, funcho, garaúna parda, grapeapunha, guarabuaçu
e merim, guaiaba do mato, grumarim da pedra, gitaipeba, inhuíba,
ipê, iracuí, iracarurú, jacatupê,
juerana, jequitibá, louro, louro preto, maçaranduba,
óleo, pau-d'arco, peroba [sic], roxo, sepepira, sobro,
tapinhoã, e o camará que unicamente se cria
nas capoeiras; nas que se empregam em marcenaria e marquetaria:
o amarelo ou vinhático, araribá branco, araribá
rosa, cabiúna, cedro, gonçalo alves, jacarandá,
mocitaíba, pequeá, e sebastião da arruda;
na tinturaria: o pau-brasil, e tatajuba; entre as que têm
uso medicinal são conhecidas por suas egrégias
virtudes: o araticum do brejo, assa-peixe, alfavaca, abutua,
avenca brasileira, babosa, bucha dos caçadores, batata
de junça, batata de purga ou abóbora do mato,
cipó-de-chumbo, cardo santo, chibança ou capitão-da-sala,
embori que também é salífera, fedegoso,
erva do colégio, erva santa, imbaíba, jarro,
japecanga, laranjeira do mato, landi, labaça, matapasto,
marianinha, maririçô, mentrusto ou mastruço,
mil homem, malva da horta, malva da pedra ou azedinha, mendaco
ou cabacinho de cobra, pimenta de pindaíba, pão
para tudo, pimentinha, poaia, pau-de-alho, pau-pereira, pariparoba
ou capeba, samambaia de espinhos, sapê, sassafrás,
salsa bombaiona, siporoba, trapoeraba, timbó, tingui,
taiánhorom, taririquim ou fedegoso do mato; e além
destas outras muitas para diversos misteres como a vara de
visgo, que serve para alimentar o bicho-da-seda indígena;
o peripiri, que dá palha para esteiras; uricana, para
cobrir casas; ubá ou cana brava, para flechas; taquara,
taquari, taquaruçú, para muitos usos conhecidos."
Crustáceos
"Crustáceos
há grande abundância, sendo os mais comuns caranguejos,
lagostas, camarões, lagostins. Infinitas variedades
de mariscos sendo os mais vulgares as ostras e os mexilhões."
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