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ENTREVISTA
COM ARNALDO BARROS - 22/12/05
O
Sr. Arnaldo Barros, atualmente com 63 anos,
é poeta, memória viva de Vila Velha, e nos concedeu
a entrevista a seguir sobre os festejos de Natal de Vila Velha.
Esse é o nosso presente de Natal a todos os internautas.
Aproveite!
Site:
O sr. é de Vila Velha mesmo?
Arnaldo:
Vim para Vila Velha em 1958, eu nasci em Itaquari, e, Cariacica,
meu pai trabalhou em Itacibá. Nessa época eu
conheci Tuffy Nader naquela região, ele era veterinário
do Estado, amigo da minha família. Era ele que autorizava
o abate de gado no matadouro municipal de Vitória.
Site:
Ele já era político?
Arnaldo:
Ainda não, isso foi antes de 1958. Em 1958 eu vim para
Vila Velha. Logo depois de eu chegar em Vila Velha. Eu já
conhecia a cidade, pois, já freqüentava o Convento.
Site: O
sr. tinha quantos anos nessa época?
Arnaldo:
Quando eu vim para cá, tinha 16 anos. No ano seguinte
ao que eu vim para cá, houve alguns eventos interessantes:
inauguração da escola de Aprendizes de Marinheiros
do Espírito Santo, naquela época o Presidente
da República era Juscelino Kubitcheck. Ele veio aqui
para inaugurar a EAMES e nós participamos, eu estudava
no colégio Marista e nós fomos lá para
cantar o hino, foi em 1960.
Nesse mesmo ano, Vila Velha foi atribulada com uma enchente
pavorosa, eu vivi todo aquele momento. Mas a Vila Velha sempre
foi uma comunidade muito bairrista, então a gente chegava
meio novo, eu tive que me adaptar, me entrosar com a turma
de Vila Velha. Havia até uma rivalidade do Centro com
os outros bairros como o Ibes. Havia sempre briga de rapazes
de Vila Velha com os do Ibes.
O Ibes era Instituto do Bem Estar Social, foi um dos primeiros
conjuntos na época de Jones dos Santos Neves, em 1952,
eles estavam emergindo outras, que aquilo era feito para as
classes trabalhadoras, bancários, comerciários,
tanto é que a arquitetura lá é em forma
de um hexágono. Então cada setor daquele, casa
ala daquela de cinco pontas do hexágono, era uma classe
de trabalhadores, bancários, comerciários, ferroviários.
O único que ficou separado do hexágono são
dos servidores do Estado que é o Santa Polônia,
que é onde hoje está localizado o 4º batalhão
da Polícia Militar. Era ali para os servidores do Estado,
que o pessoal do estado era estatutário, não
dependiam de carteira de trabalho e essa questão da
distribuição de moradia era uma condição
de habitação para o trabalhador de carteira
assinada.
continua
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