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Biodiversidade
O
pensamento ambiental moderno diz que é preciso parar
de tentar dominar a natureza e passar a interagir com ela,
medindo as conseqüências ambientais de nossos atos.
Não mais o homem contra a natureza, mas o homem com
a natureza, ao lado dela.
O antigo conceito de preservação ambiental,
baseado na intocabilidade dos recursos naturais, foi substituído
por outro que condiciona a preservação ao uso
racional dos recursos naturais.
Este desenvolvimento, que conserva e realimenta sua fonte
de recursos naturais, promove a repartição justa
dos benefícios alcançados e não é
movido apenas por interesses imediatistas, é capaz
de manter-se no espaço e no tempo, é que damos
o nome de desenvolvimento sustentável.
Nesse
contexto, a preservação ambiental encontra no
Ecoturismo uma forma interessante para promover a educação
e, de certa forma, desenvolver uma atividade produtiva para
as comunidades que estão preservando os recursos naturais.
No
Brasil, uma Unidade de Conservação denominada
Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) cumpre
bem o papel ecoturístico, por retirar da área
com elevado valor natural o risco de uso predatório,
através de atividades sustentáveis e econômicas,
agregando valor aos produtos da propriedade.
Os
proprietários da área não loteada do
Morro do Moreno já deram entrada no processo de transformação
da gleba em uma RPPN, em documento protocolado junto ao IBAMA.
Dessa
forma, se pretende preservar a área que se constitui
na maior área do morro com 300.000,00 m2, maior do
que o loteamento Monte Moreno com 220.000,00 m2, explorando
sua biodiversidade e oferecendo à comunidade e aos
turistas diversas atividades de cunho ecológico, como
museu natural, oficinas de arte ecologia, trilhas suspensas
(arborismo), dentre outros projetos.
O
ecoturismo engloba um conjunto de iniciativas que visam harmonizar
a conservação da natureza com a valorização
da cultura local e a promoção do desenvolvimento
econômico.
A
participação de toda sociedade organizada juntamente
com o governo é importante para fornecer os recursos
necessários à proteção das áreas
naturais mais visitadas, garantindo assim a manutenção
das atividades econômicas associadas à preservação
ambiental.
Lembramos
que não existe um modelo universal de Desenvolvimento
Sustentável, pois possuímos infinitas diferenças
culturais e potenciais, nativas de cada região.
Fonte:
Caderno Especial A Gazeta (21/05/2001) e *Agenda 21.
*
Em busca de soluções que possam reverter este
quadro, novas descobertas nos conduzem à uma nova realidade.
A compreensão mundial de que a qualidade de vida das
gerações presentes e a sobrevivência das
gerações futuras dependerá da implementação
de um novo padrão de produção e consumo
por parte de toda sociedade, fez com que o Brasil e mais de
120 países assinassem, na reunião da Rio-92,
um protocolo para o século XXI, denominado Agenda 21.
A
Agenda 21 constitui-se em um conjunto de compromissos para
serem cumpridos neste século. Um documento com as ações
necessárias para nos conduzir à um padrão
sustentável de desenvolvimento, que possa melhorar
nossa condição de produtores, consumidores e,
principalmente, de seres vivos, atendendo as necessidades
do presente sem comprometer as gerações futuras.
A este novo modelo foi dado o nome Desenvolvimento Sustentável.
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