<%@Language=Vbscript%> <% Dim data if DatePart("w", date) = 1 then Data = "Domingo, " if DatePart("w", date) = 2 then Data = "Segunda-feira, " if DatePart("w", date) = 3 then Data = "Terça-feira, " if DatePart("w", date) = 4 then Data = "Quarta-feira, " if DatePart("w", date) = 5 then Data = "Quinta-feira, " if DatePart("w", date) = 6 then Data = "Sexta-feira, " if DatePart("w", date) = 7 then Data = "Sábado, " Data = Data & DatePart("d", date) if DatePart("m", date) = 1 then Data = Data & " de Janeiro de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 2 then Data = Data & " de Fevereiro de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 3 then Data = Data & " de Março de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 4 then Data = Data & " de Abril de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 5 then Data = Data & " de Maio de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 6 then Data = Data & " de Junho de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 7 then Data = Data & " de Julho de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 8 then Data = Data & " de Agosto de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 9 then Data = Data & " de Setembro de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 10 then Data = Data & " de Outubro de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 11 then Data = Data & " de Novembro de " & DatePart("yyyy", date) if DatePart("m", date) = 12 then Data = Data & " de Desembrto de " & DatePart("yyyy", date) %> ::. Morro do Moreno .::
Página Inicial
 
<%=data%>


 

500 Anos de Cantoria

Contam que o início da cantoria começou com o português e o índio. Este deu a primeira nota, primal. Não houve registro fonográfico mas até hoje sente-se a retumbância daquele acorde, provavelmente em sol maior. Vitória, então terra de índio, foi batizada com esse nome devido à derrota dos bugres para os portugueses, tendo um deles por aqui quase fazendo história.

Provavelmente entre 1549 e 1551, Francisco De Vaccas, o chefe da Alfândega do donatário Vasco Fernandes Coutinho, destacou-se entre os nativos pelo seu talento musical: era dono de uma voz invejável e de uma estonteante habilidade na execução da viola. Ele é considerado pelos eminentes pesquisadores como o "primeiro seresteiro do Brasil". Sabedor dessa presença em nosso solo, um astuto jornalista local considerou o fato tão importante, tão importante, que achava que as autoridades deveriam erguer um monumento homenageando tão excepcional músico e também fosse motivo para massagear o ego capixaba; afinal tratava-se do pioneiro de uma arte brasileira.

Acontece que ninguém sabia como era a cara do De Vaccas e acabaria sendo esculpido mais um rosto barbado. Sugeriu-se então que a estátua teria De Vaccas com as duas mãos encobrindo a face, insinuando mesmo o constrangimento do consagrado músico em exibir-se para uma platéia só de índios. Presumiu-se que na verdade De Vaccas só alcançaria a fama e o sucesso na Bahia, para onde o artista partiu, em busca de um mercado mais sólido e agitado. E os baianos levaram o crédito daquilo que só nossos índios sabiam: a MPB havia nascido aqui, e não lá.

Aqui ficamos, séculos afora, no silêncio indígena, alheios ao perverso processo de globalização pelo qual nossos costumes passavam. Os índios, na verdade, chegaram a receber suas homenagnes como primeiros ouvintes de Vitória - as excelentes lojas de discos, Cacique e Guarani, em plenos anos 50, além de nomes em ruas e viadutos. Nada mais.

Um superexperiente produtor musical outro dia questionava sobre essa coisa dos compositores localizarem geograficamente em suas letras as diversas situações por eles vividas. Ele argumenta: "... já pensou o grupo Manimal no meio de uma audiência de dezenas de milhares de paulistas/ turistas, após uma exuberante e envolvente introdução, e no meio da música, dizer que está namorando no calçadão de Camburi? Isso derruba qualquer um...?" É, talvez as regras do mercadão não admitam regionalismos. Mas e os nosso nichos, como ficam? Não são eles a fazer a diferença?

Numa rápida pinçada em alguns fonogramas, encontramos poucos compositores locais referindo-se à Vitória. Chico Lessa talvez seja o campeão de citações, sem ufanismos, nem pieguices, com jóias como "Sorriso da Filha" (Desde Jara além do trio Caiçara/ Do bonde de Jucutuquara...") ou, "Vitória Blues", ("Foi curvando no Saldanha/ Que aprendi a manha..."), entre outras. Encontra-se também citações nas letras de Carlos Bona ("Minha Camburi", "Samba da Ilha"), Paulo Branco ("Hibernei Geral", "Vida da Ilha"), Beto Penedo ("Jurei Rimar"), Gustavo Haddad ("Camburi Blues"), entre outros.

Resta saber para onde vamos, com esses 500 anos de cantoria, cantando ou não Vitória, ainda mais com o De Vaccas tendo fugido desde o início, rejeitando-nos. Fica no ar, como sugere o hip-hop de Renegado Jorge, descrevendo uma situação de fuga e perigo em "O Fim": "Morro da Piedade/ Centro de Vitória/ Não tenho ideia para onde vamos..."

Crônica de: Rogério Coimbra (Produtor Musical).
Livro: Vitória de todos os Ritmos (Série Escritos de Vitória).

LINKS RELACIONADOS:

>> Vasco Coutinho
>> Araribóia
>> A Bossa em Vitória
>>
Tachinhas e calça de lycra

Conheça mais um pouco do cenário musical capixaba, com artistas expoente das vertentes Bossa Nova/ MPB; Congo/ Reggae e Rock/ Hardcore, clicando nas capas dos cd's abaixo, disponíveis em nossa Loja Morro do Moreno. Frete Frátis para Grande Vitória. Outras localidades, consulte frete.

CD Tamy
Incluindo "Vem Ver", tema da novela Viver a Vida.
R$ 18,00

Clique aqui para ver toda seção de CD's.

CD TamborES
Banda da Barra do Jucu.
R$ 17,00

Clique aqui para ver toda seção de CD's.

CD The Vintages
Banda de Vila Velha.
R$ 10,00

Clique aqui para ver toda seção de CD's.