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Os italianos em Alfredo Chaves
O
primeiro grupo de imigrantes italianos que ajudou a colonizar
Alfredo Chaves desembarcou em Benevente (Anchieta) em 1877.
De lá os europeus subiram o rio Benevente de canoas
até Jabaquara, onde se encontraram em pleno sertão,
segundo Luiz Serafim Derenzi em Os Italianos no Estado do
Espírito Santo. O rio era navegável até
a altura da atual ponte, próxima à fazenda Tognari.
Os colonos construíram um rústico barracão
para se abrigar próximo ao Benevente. Era dia de Todos
os Santos. Temendo prováveis enchentes do pequeno rio,
mudaram-se para um local mais elevado.
Todos
os Santos, hoje distrito de Guarapari, pertencia ao quinto
território da Imperial Colônia de Rio Novo. Foi
também entroncamento de estradas de tropas da Fazenda
Quatinga, Benevente e Santa Isabel, que encurtava o trajeto
para Vitória. Mesmo assim o percurso era feito em seis
dias de desconfortável viagem.
Outra
Versão
Há
outra versão de pesquisas realizadas por alunos de
magistério de Alfredo Chaves. Até a data é
outra: 1880. A maior parte dos imigrantes vinha por intermédio
do ministro Alberto Pinto Paca e do coronel José Togneri.
Quando chegaram ao povoado, os italianos foram abrigados na
antiga cadeia conhecida como “barracão dos imigrantes”
ou hospedaria dos imigrantes.
Conforme
a pesquisa, os primeiros italianos preferiram ficar no centro
da cidade. Mais tarde, os novos grupos receberam cinco alqueires
de terra e foram morar no interior de Batatal, Carolina, Sagrada
Família, São Marcos e Ribeirão do Cristo.
Conseguiram subir a região montanhosa abrindo picadas
na mata.
Segundo
Serafim Derenzi, apesar de os italianos terem muito apego
à igreja católica, a primeira missa só
foi realizada em 1878 pelo lazarista José Maria. Feri
Marcelino Morone D’Agonadello chegou naquele mesmo ano,
quando passou a ser o pastor do lugar.
O
primeiro professor foi João Firmo Marcheses, que tinha
pouco mais do que o curso primário. Alfabetizou centenas
de crianças em italiano. Porém, o governo proibiu
que continuasse dando aulas, justamente porque Marcheses não
falava português. Como não havia escolas, o povoado
ficou totalmente sem ensino naquela fase.
Os
imigrantes que foram levados para Alfredo Chaves desembarcavam
em Vitória, Benevente e Itapemirim. Muitos navios,
por interesse de seus comandantes que tinham por destino os
portos do sul do Brasil, arbitrariamente obrigavam seus passageiros
a saltar em Benevebte ou Itapemirim por puro interesse econômico.
Isso
acontecia por causa das chamadas quarentenas nos portos de
destino, motivadas por epidemias. O comandante reduzia o percurso,
economizando despesas que naturalmente embolsava. Há
muitas reminiscências de italianos que se fixaram contra
a vontade no Espírito Santo, e que foram desembarcados
dessa forma.
Alfredo
Chaves fazia parte da Colônia de Rio Novo como cessão
ou departamento. Derenzi cita sem muita certeza que em 1875
um grupo de 230 vênetos tiroleses estavam localizados
em Iriritimirim, que tomou o nome de São José,
uma parte do Quarto Território.
Depois
de 1877 se fixaram pelos vales acima do Benevente e Batatais.
O anúncio da construção da Estrada de
Ferro Sul do Espírito Santo (Leopoldina) levou novas
esperanças aos italianos. A colonização
foi marchando progressivamente para Araguaia, Santo André,
São Marcos, Matilde, Carolina, Deserto, Urânia,
Maravilha, Engano. A maioria era alfabetizada e amante da
música.
Fonte:
A Gazeta
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