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Rod. do Sol e Darly Santos
Um
dos fatores decisivos para o crescimento de Vila Velha foi
a abertura da Rodovia do Sol, iniciada no final dos anos 60,
pelo trecho Guarapari-Setiba. Em 1974 foi concluída
a obra, e em 1977 o asfalto chegou. Foi a via que incorporou
o litoral ao uso e ocupação do solo. Na fase
mais significativa foram vendidos 35 mil lotes, expandindo
a mancha urbana para toda a orla.
Em
1976, dos 14 loteamentos aprovados pela prefeitura, oito estavam
localizados no distrito da Barra do Jucu. Foi nos anos 70
que Vila Velha absorveu 43% das migrações da
Grande Vitória, seguido de Cariacica com 22% e da Serra
com 21%. A partir daí surgiram bolsões de miséria
na periferia, a exemplo de Santa Rita. Desde aquela época,
o crescimento urbano passou a ser desordenado: formação
de imensas áreas de invasões, de conjuntos habitacionais
e a verticalização da Praia da Costa. Vila Velha
absorveu quase 55% dos conjuntos habitacionais da Cohab e
do Inocoop, além de 45% do total de unidades habitacionais
desses conjuntos.
A construção da Terceira Ponte foi outro vetor
que influiu para a formação do mercado imobiliário.
Tanto é que a interrupção das obras em
1978 teve efeito negativo no mercado de lotes. A década
de 80 foi marcada pela formação de indústria
da construção civil, concentrando atividades
na construção de edifícios na Praia da
Costa, em Itapoã e Itaparica.
A
Terceira Ponte reavivou o continente, que acumulava cansaço
por décadas de congestionamentos nas duas primeiras
pontes. A partir de 1989, as praias do Canto e da Costa se
tornaram próximas, permitindo trabalhar numa cidade
e morar na outra, incluindo a volta para o almoço.
Antes da Terceira Ponte a maior parte dos que trabalhavam
em Vitória só retornava para o continente à
noite. O mercado imobiliário e da construção
civil tomaram fôlego, verticalizando de forma agressiva
a a Praia da Costa. A violência foi tamanha que os prédios
foram erguidos praticamente “colados” uns aos
outros.
Rodovia Darly Santos
A
Rodovia Darly Santos foi construída em 1986. A
idéia era gerar o encurtamento do trajeto para Guarapari.
Naquela época a população ainda não
contava com a 3ª Ponte e todo o trânsito passava
pelo centro de Vila Velha.
A
rodovia foi projetada com pista dupla tendo, para tal, sido
desapropriada uma faixa com 40m de largura.
Na
época, o Governo entendeu que era necessário
permitir o desenvolvimento na Grande Vitória, mas também
dar oportunidades aos moradores do campo e realizou a construção
da via com pista simples visando permitir a adequação
de recursos para outros investimentos.
A
primeira fase de implantação ficou restrita
a uma pista somente, a qual era suficiente na época
para atender a demanda, constituída na sua maior parte
por tráfego de veículos que circulavam entre
Vitória e Guarapari. A rodovia contribuiu, por alguns
anos, para diminuir o tráfego na área central
de Vila Velha.
Era
uma oportunidade de abrir a 1ª etapa da tão sonhada
ligação com a BR 101, visto que o projeto inicial
elaborado pelo então DER chegava às imediações
da Ceasa, o que foi alterado mais tarde em decorrência
da ocupação urbanística.
O
estudo de viabilidade, realizado pelo corpo de engenheiros
do DER-ES, demonstrava que a obra seria autofinanciada pelos
benefícios diretos e indiretos num prazo de seis anos
e meio, considerando que o projeto original já havia
sido elaborado com a concepção de pista dupla
e faixa de domínio com 40 metros de largura indenizada.
A
Darly Santos criaria uma alternativa para atender aos bairros
que surgiam naquela região (Novo México, Vale
Encantado, Garanhuns e Araçás).
O
nome da rodovia é uma homenagem ao radialista e ex-jogador
do Vitória Futebol Clube, Darly Santos. Nascido em
Vila Velha, foi um forte defensor e divulgador da Barra do
Jucu, onde ajudou a lançar o tradicional restaurante
Barramar. Darly atuou também como cronista esportivo.
Foi responsável pela coluna ‘Mickey’, no
jornal O Diário. Foi jornalista de A Gazeta, veículo
em que trabalhou até 1985, quando faleceu. Darly não
deixou filhos, mas deixou uma gama de poemas e crônicas
inteligentes sobre futebol.
Duplicação
As
obras de duplicação da Darly Santos foram entregues
à população, em 19 de maio de 2007. A
solenidade teve a presença do governador em exercício,
Ricardo Ferraço, do secretário de Estado de
Transportes e Obras Públicas, Neivaldo Bragato, de
outras autoridades e população em geral.
Fabiano
de Oliveira, presidente da comunidade de Novo México,
afirmou que esta obra veio atender um pedido antigo da comunidade
que estava preocupada com o aumento do fluxo de veículos
na via. "Também vemos que ela vai ajudar na expansão
de Vila Velha", ressaltou.
A
Darly Santos tem 5,6 quilômetros de extensão.
Antes das obras de duplicação, tinha 20 metros
de largura com duas pistas simples. Agora passa a ter 40 metros
de largura, com duas pistas duplas em cada sentido; pontos
de ônibus com iluminação especial e recuo
para não obstruir o trânsito; passeio para pedestres,
além de uma ciclovia visando assegurar mais conforto
e segurança aos usuários.
Fontes:
A Gazeta - 26 de setembro de 1994 e www.es.gov.br
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