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João Neiva
A
região que hoje corresponde ao município de
João Neiva recebeu os primeiros imigrantes italianos
em 1877. As famílias fundaram os distritos de Acioli
de Vasconcelos (1887) e Demétrio Ribeiro (1891).
No
início do século XX, o deputado federal baiano
João Augusto Neiva apresentou o projeto de instalação
de uma ferrovia que passava pela região. Inaugurada
em 1905, a estação ferroviária e a povoação
formada ao seu redor receberam o nome do parlamentar.
João
Neiva foi elevada à categoria de município somente
em 1988. A cidade, situada a 83 quilômetros ao norte
de Vitória, tem cerca de 15 mil habitantes.
Quando,
em 1991, a Vale do Rio Doce encerrou as atividade da oficina
de vagões, e a locomotiva a vapor apelidade de Camboninha
apitou pela última vez, o ciclo iniciado com a inauguração
da estação ferroviária de João
Neiva, em 1905, terminou.
A
Camboninha, relíquia exibida no Museu Histórico
Municipal, está retratada na bandeira do município.
O prédio de madeira do museu também guarda antiguidades
e painéis com fotos e textos que contam a história
de João Neiva.
A
cidade é marcada culturalmente, pelo amor à
música. Veja as principais iniciativas:
Lira
Triunfiense
Existiu
até 1935 e depois foi extinta. Em 1976 um grupo de
colonos comprou instrumentos e reviveu a tradição,
criando a Associação de Música Guilherme
Baptista. Hoje a banda tem 30 membros e 18 aprendizes. No
repertório, música religiosa, hinos cívicos,
boleros e marchinhas.
Coral
Italiano Nona Saína
A
canção "Da Italia noi Siamo Partiti"
exprime com fidelidade o espírito desse grupo, criado
em 1992 e formado por 27 senhores e senhoras, descendentes
dos italianos que colonizaram João Neiva. As músicas
falam da vida dos imigrantes.
Instituto
Preservarte
Organização
fundada em 2004 pela família Casara, oferece a crianças
e jovens da região cursos de lutheria, música,
capoeira e viveirismo. Renato Casara, presidente do instituto,
instalou na cidade, em 1994, uma fábrica de arcos para
instrumentos de cordas.
Fonte:
A Gazeta (12/08/2007)
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