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Praia da Costa.

VILA VELHA - 470 ANOS

Fonte: www.neideturismo.com.br

No dia 23 de maio de 1535, a caravela Glória lançava âncoras na enseada da Prainha entre os morros da Penha e Inhoá. Faziam parte da tripulação, além do donatário da capitania, Vasco Coutinho, cerca de sessenta homens, entre fidalgos, nobres, colonos distintos e outros.

Era domingo, dia em que a fé católica festeja pentecostes, razão pela qual o donatário batizou a capitania com o nome de Espírito Santo. Quando Vasco Fernandes Coutinho chegou à sua capitania, trinta e cinco anos após o seu descobrimento, todo o litoral brasileiro já era conhecido pelos principais navegadores europeus, mas não o seu interior. Ansiosos para o desembarque naquelas terras que pareciam dar-lhes boas vindas, se depararam com uma pequena praia cheia de aborígenes. O próprio donatário, acostumado a lutas e guerras, se surpreendeu com o alvoroço hostil causado pelos índios e os portugueses somente conseguiram afugentá-los com o uso de armas de fogo.

A partir de 1550, com a mudança da sede da capitania para a ilha, Vila do Espírito Santo passou a se chamar Vila Velha do Espírito Santo e a ilha, Vila Nova de Nossa Senhora da Vitória. Durante os tempos de Vasco Coutinho a capitania prosperou, no entanto a falta de recursos era evidente e também porque toda e qualquer ajuda deveria ser direcionada à capital, tão pobre quanto Vila Velha, passando cerca de trezentos anos sem que algo de novo viesse a contribuir para melhorar a vida na Vila antiga.

Em 1750, Vila Velha foi elevada a distrito e, posteriormente, município pela Constituição estadual de 1890. Entre final do século XIX e começo do século XX Vila Velha era uma cidade de vida modesta, composta de poucas casas, de ruas bem alinhadas, farta em pescados e privilegiada em atrativos naturais. A primeira planta da cidade, datada de 1894, promovia primeiro o melhoramento da Prainha, do centro, onde eram desenvolvidas as principais atividades de Vila Velha, foram abertas ruas mais largas, casas demolidas, afim de organizar o espaço urbano.

Desde a inauguração do bonde em 1912 até a década de 50, esse se afirmou como um transporte coletivo urbano por excelência assim como um marco romântico na vida de todos. O Bonde foi de grande importância para a população capixaba, em especial a comunidade de Vila Velha, sendo sua maioria gente simples e sem outra opção para se locomover. A ponte construída em estrutura metálica importada da Alemanha durante o governo de Florentino Avidos (1924-1928), é considerada um dos primeiros fatores de desenvolvimento urbano de Vila Velha e recebeu o nome do político e o apelido de 5 pontes da população. Somente no ano de 1958, o município foi oficialmente reconhecido como Vila Velha, até então denominado Espírito Santo. Até o quinto decênio deste século, a ocupação do município se processou em ritmo lento. No entanto, a partir de 1951 quando foi concluída a obra da rodovia Carlos Lindemberg, começou o declínio do transporte por bondes, já que a população dava preferência aos ônibus e outros acontecimentos contribuíram para o crescimento do município como a construção da Rodovia do Sol ao longo do litoral na década de 70; a construção da Ponte Castelo Mendonça (3º Ponte), que encurtou consideravelmente a distância entre a capital, provocando uma valorização da orla de Vila Velha( Praia da Costa, Itapuã e Itaparica); a explosão demográfica que praticamente multiplicou por 10 a população em menos de 50 anos (24.611 habitantes em 1950, para 297.052 em 1996).

Vila Velha é hoje uma cidade progressista e adaptada a todas as circunstâncias da universalização dos costumes. As indústrias do mobiliário, vestuário, alimentação e da construção civil são os setores que mais se destacam na economia de Vila Velha, e é claro, a Cooperativa de Pesca do município. É sobretudo no turismo e nas atividades portuárias que Vila Velha tem o seu destaque e aposta num futuro próspero que a padroeira, Nossa Senhora da Penha, reserva para todos os Canelas-Verdes.

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