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Praça da Bandeira, na década de 30, já com as palmeiras imperiais. Acervo: Casa da Memória.
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PRAÇA DA BANDEIRA

Fonte: Vila Velha - Onde começou o Estado do Espírito Santo
Autor: Jair Santos

Largo da matriz, depois praça da Bandeira

O largo teve seu nome mudado para praça da Bandeira, mas desconhece-se a razão do fato. O registro com o segundo nome data de 1894 e está presente na primeira planta cadastral da cidade, feita pelo Engenheiro Antônio Athayde quando começava o seu exercício profissional na capital da província.

Nos primórdios da história de Vila Velha, o largo da Matriz devia compreender todo o espaço que vai desde a Prainha até a atual rua Vinte e Três de Maio, tendo a igreja do Rosário no centro. É, na verdade, um grande largo que a igreja divide em duas amplas áreas. Na da frente, que a tradição popular deste século conheceu como praça da Bandeira, foi instalado um pequeno chafariz que fornecia água para a população da vila no fim do século XIX. Essa água era proveniente do reservatório que o governo da Província construiu na encosta do morro Inhoá para suprir também a fábrica de tecidos de sua propriedade, que existiu onde está hoje a Escola de Aprendizes-Marinheiros. Sobre o jardim com coreto consta a seguinte mensagem:

"Tivemos o ensejo de oferecer ao Público desta cidade, para a sua diversão, um modesto parque ajardinado a fim de que naquele pequeno logradouro, pudessem as Exmas. famílias fruir o convívio íntimo das pessoas amigas e educadas. Ele efetivamente já se tornou o seu ponto predileto e que nos honram com suas visitas. Sua inauguração, efetuou-se com toda solenidade a 27 de abril de 1919."

Nele foi construído um correio de estrutura e cobertura metálicas, que ruiu por falta de conservação. Mais tarde, reconstruído sobre embasamento de alvenaria, sem cobertura, tornou-se o centro das atrações e a alegria do povo durante os finais de semana dos anos 20, 30 e 40, quando era palco das belíssimas retretas dos dias de quinta-feira, sábado e domingo, no horário das dezenove às vinte e uma horas, com a banda do Terceiro Batalhão de Caçadores tocando músicas folclóricas, populares, valsas, polcas, e minuetos que empolgavam os jovens que corriam para ouvir de perto as suas músicas preferidas. Por fim, a praça da Bandeira ganhou a bela alameda de palmeiras imperiais. Após a chegada da Escola de Aprendizes-marinheiros, a parte da frente da praça, onde está a alameda das palmeiras, recebeu o nome do Almirante Tamandaré. Entre a sacristia da igreja e a esquina da rua Vasco Coutinho havia o cemitério da cidade, que recebeu, tardiamente, os restos mortais do primeiro donatário. Após a transferência do campo santo para a atual rua Coronel Sodré, o largo recebeu o nome de praça Otávio Araújo, em homenagem ao engenheiro militar capitão Otávio Alves Araújo, que foi prefeito no período de 1925 a 1927, mantendo esse nome até hoje. Entre 1937 e 1943 coube ao filho de Vila Velha, Eugêncio Pacheco de Queiroz, construir novos jardins nessas duas praças.