Fonte: A GAZETA 450 ANOS
Desde o princípio, Vitória foi palco das transformações políticas do Estado. Com o fim da Segunda Guerra, o encerramento da Era Vargas e a posse do general Eurico Gaspar Dutra, o Espírito Santo conheceu seu primeiro governador eleito, Carlos Lindemberg (1947-1950), que saneou as finanças estaduais.
Depois dele, Jones dos Santos Neves (1951-1954) criou a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), aparelhou o Porto de Vitória, construiu um cais de carvão, realizou a dragagem da Baía de Vitória e outras obras. Ambos tinham ligação com os democratas. O primeiro ajudou a fundar o Partido Social Democrático (PSD). O segundo era ligado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Francisco Lacerda de Aguiar (1954-1958) venceu as eleições seguintes, suspendendo o PSD do centro das decisões, temporariamente, pois, ao fim de seu mandato, Carlos Lindemberg (1959-1962) voltaria ao poder, que entre 1963 e 1966 retornaria paras as mãos de Aguiar.
O golpe militar de 1964 também refletiu fortemente por aqui. Se de um lado as conquistas econômicas foram grandes, do outro foram impostas todas as limitações democráticas possíveis e impossíveis. Os governantes trabalharam em sintonia com o poder nacional, na tentativa de desenvolver uma imagem positiva do Espírito Santo nos círculos federais.
Entre as décadas de 60 e 70, a erradicação dos cafezais e as oportunidades de trabalho surgidas com a instalação dos projetos portuário e siderúrgico, que o governo federal destinou ao Espírito Santo, atraíram a migração para a Cidade.