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A comuna de Muniz Freire

Muniz Freire: Tela do artista Guilherme Merçon - sua cidade natal, 2002

Resumo Histórico – O município de Muniz Freire tem a sua história ligada a de Iúna, a cujo distrito pertencia, quando este obteve a sua emancipação política.

Referem alguns autores que os seus fundadores foram Domingos Apolinário, doador da área da sede para patrimônio municipal, e o capitão Machado Santiago Louzada, veterano da Guerra dos Farrapos, ali chegado de Barra Mansa, no estado do Rio, por volta do ano de 1846.

Quando Iúna foi desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim em 1890, Muniz Freire ainda era distrito, tendo-se emancipado pouco tempo depois, pelo decreto nº 57, de 30 de novembro daquele ano. A sua instalação verificou-se a 1 de março de 1891, data em que recebeu o predicamento de vila, com a denominação de Espírito Santo do Rio Pardo.

Por lei nº 213, de 20 de novembro de 1896, foi elevada a cidade, recebendo esta a denominação de Muniz Freire, enquanto que o município continuou com o seu primitivo nome.

Na divisão administrativa de 1911, ainda com o mesmo nome de Espírito Santo do Rio Pardo, compunha-se de dois distritos: Muniz Freire (distrito sede) e Itaipava. Já por ocasião do recenseamento de 1920, eram quatro os seus distritos componentes, com a inclusão de Conceição do Norte e São Sebastião da Lage aos já existentes.

Durante algum tempo manteve-se o município estacionário no seu progresso, até 1915, a partir de quando pode dar vazão aos seus produtos agrícolas para os grandes centros comerciais, em maior escala, por meio de uma estrada de 12 quilômetros que então foi aberta, às expensas da municipalidade, ligando a sede à Estação de Castelo, na estrada de ferro Leopoldina, para cuja construção contribuiu o estado com CR$ 10.000,00 e as ferramentas necessárias. Era então de CR$ 12.007,00 a receita anual da prefeitura.

Em 1933, quando foi feita a nova divisão administrativa, já parece com a denominação de Muniz Freire extensiva também a todo município, como homenagem ao ilustre espírito-santense que tanto dignificou o seu estado, na administração, por duas vezes, e no parlamento.

A comarca, criada por decreto nº 54, de 12 de novembro de 1890, foi solenemente instalada a 14 de março de 1891, sendo constituída de um único termo judiciário.

 

Situação atual – O território está hoje dividido em quatro distritos: Muniz Freire (distrito sede),Itaicí, Piaçú e Vieira Machado.

Apesar de ser um município relativamente pequeno, desfruta de prerrogativas excepcionais, pelo regular índice demográfico que apresenta, uma população de 21.848 habitantes, para uma superfície territorial de 584 km2. A cidade possui 2.539 habitantes, segundo o último recenseamento.

A sede PE dotada de água canalizada, luz elétrica, telefone e serviço telegráfico, este criado desde 28 de julho de 1932. A sua agência do Correio data de 2 de abril de 1881.

O ensino público começou com a lei nº 42, de 8 de maio de 1884, quando foi criada a sua primeira escola. Atualmente existem no município 40 unidades escolares, com 2.100 alunos matriculados. Já possui também ensino secundário funcionando, regularmente.

A indústria e o comércio desenvolveram-se com alguma atividade em todo o município, como atesta a existência, na sede, de agências de alguns dos principais bancos do país. A agricultura e a pecuária, atividades em que se ocupa mais da metade da população municipal, oferecem igualmente acentuado desenvolvimento, aquela liderada pelo café, sua principal fonte de renda, e está representada pelos gados bovinos e suínos, com 24.000 e 45.000 cabeças, respectivamente.

O transporte é rodoviário, sendo a Estação de Castelo a que lhe oferece mais próxima ligação com o meio ferroviário a estrada de ferro Leopoldina ainda em grande evidência, apesar da concorrência dos outros meios de transporte.

A história desta comuna, como também aconteceu com algumas outras do estado, antigas como ela, se ressente muito de pormenores com relação aos seus principais acontecimentos históricos, talvez por falta de quem reunisse no devido tempo, para transmiti-los aos pósteros.

 

Vultos Ilustres – Entre seus filhos ilustres, que são muitos, um se destacou nos cenários político e cultural do país foi o Dr. Atílio Vivácqua, um dos mais expressivos valores que nos tem representado no Parlamento Nacional. A sua atuação no senado da República, lembrando a do imortal Muniz Freire (por sinal, o espírito-santense que dera seu nome a sua terra natal), equiparou-se às dos mais respeitáveis parlamentares que ilustraram a tribuna da Alta Câmara do País, no Império e na República.

 

Lugares de Aspecto Curioso – Dentre as curiosidade do lugar, temos a cordilheira do Valentim, nas divisas com o município de Iúna, conhecido por Seio de Abraão, por assemelhar-se muito a um colo humano.

A serra que divide o município com o de Castelo, denominada Serra da Bolandeira, também apresenta paisagens interessantes entre as bacias dos rios Pardo e Castelo. É ela atravessada, numa garganta a cerca de 800 metros, pela estrada de rodagem entre as duas sedes municipais.

 

A Cachoeira do Rio pardo – No rio deste nome, afluente do Braço Norte Esquerdo do rio Itapemirim, à margem da rodovia que liga Iúna a Muniz Freire, é também uma das maravilhas de Muniz freire, pois empolga os olhares, de quantos dela se aproximam para admirar-lhe a beleza indescritível.

 

Fonte: O Povoamento do Espírito Santo – A Marcha da Penetração do Território, 2012
Autor: Heribaldo L. Balestrero
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2013 

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Sou nascido e criado em Mimoso do Sul, até aos 7 anos. Tenho um acervo sobre Minoso inclusive fotográfico dos anos 40 e 50


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