Em 1976, iniciou-se uma articulação para fundir Vila Velha e Vitória num único município, a capital do Estado. Embora fossem usados vários argumentos técnicos, o real objetivo era impedir a realização de eleições para prefeito de Vila Velha, onde a Oposição tradicionalmente vencia os pleitos. Como desde 1966, os prefeitos das capitais eram indicados, prevaleceria essa regra também para a nova capital a ser formada.
Conforme decisão do Tribunal Regional Eleitoral, o plesbiscito aconteceu a 13 de maio de 1976, apresentando os seguintes resultados:
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Concorda com a fusão dos município de Vitória e Vila Velha?
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Vitória
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Vila Velha
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Toral Geral
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SIM
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25.904
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25.904
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45.994
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NÃO
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29.924
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15.757
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45.681
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VOTOS EM BRANCO
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3.985
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2.54
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6.539
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VOTOS NULOS
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1.969
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604
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2.573
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VOLANTES
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61.782
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39.005
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100.787
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A fusão foi rejeitada em Vitória e aprovada pelos vilavelhenses, embora tenha havido um certo equilíbrio.
Essa foi a última ameaça à autonomia municipal de Vila Velha, que depois disso continuou em seu percurso como município autônomo que tinha o direito de gerenciar e resolver as demandas de seus moradores. Apesar da proximidade geográfica e da ligação econômica com Vitória, Vila Velha tem uma área extensa e uma grande população. Nesse sentido, suas lideranças políticas sempre entenderam a autonomia político-adminsitrativa como fundamental para a melhor administração do Município.
Fonte: História Política e Econômica de Vila Velha, 2010.
Autor: Antônio de Pádua Gurgel.
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