A História do Porto de Vitória

Editor: Morro do Moreno - publicada: 27/05/2013

Cais do Imperador - Foto de Banner PMV Autor: Walter de Aguiar Filho

Em 1880 o atual Porto de Vitória, considerado um bom porto natural, era apenas um cais de madeira. Esse cais foi construído em 1859 e originalmente denominava-se Cais das Colunas, situando-se em frente à escadaria de acesso ao antigo Colégio dos Jesuítas (atual Palácio Anchieta). Posteriormente, passou a chamar Cais do Imperador, pois nele havia desembarcado o imperador D.Pedro II, em visita à Província do Espírito Santo.

Apesar de ser a porta de entrada de importações e centro escoador do fluxo comercial para toda a província, op porto era limitado em função da falta de comunicação rodoviária e ferroviária entre a cidade e o interior. Somente no final do século XIX, co o crescimento do café, “ouro verde” da economia, é que estradas foram abertas, gerando desenvolvimento para o Estado.

A partir de 1881 alguns políticos locais lançaram a idéia de transformar aquele cais em um grande porto, para centralizar todo comércio do Espírito Santo, eliminando a dependência comercial do Rio de Janeiro e fazendo de Vitória um grande centro comercial exportador.

Mas os trabalhos só começaram em 1908 com Jerônimo Monteiro (1908 -1912) e tiveram continuidade no governo de seu sucessor, Marcondes Alves de Souza.

Em 1910 tiveram início a dragagem da Baía de Vitória e os serviços das obras do Porto.

Na primeira década do século XX, o porto, uma estreita faixa costeira de terrenos planos situdos na ilha, concentrava muitos navios, principalmente após a construção da estrada de ferro ligando o Rio de Janeiro a Vitória, em 1910. Mas até então, os navios operavam ao largo e as mercadorias eram trazidas até os trapiches por meio de chatas flutuantes, pois só operavam diretamente no cais as embarcações de pequeno porte. O transporte era precário, tornando-se um dos motivos da necessidade de construção do porto.

Em 1914 as obras foram paralizadas pela crise financeira provocada pela 1ª Guerra Mundial, sendo reiniciadas apenas em 1924, no governo de Florentino Avidos (1924-1928), durante o qual se concluiu a Ponte Florentino Avidos, ligando definitivamente Vitória ao continente.

As obras no porto continuaram até a década de 40 com o trabalho de aterro das margens do canal. O espaço físico aumentou, formando uma plataforma onde foram construídos os armazéns e a estação terminal para embarque e desembarque das Companhias de Estradas de Ferri Vitória-Minas e Sul do Espírito Santo.

Quando as obras foram retomadas, em 1925, o interesse era bem mais amplo e já se pensava na construção de armazéns para abrigar as exportações e importações.

No final de 1929 foram concluídos os armazéns 1 e 2, a montagem das pontes rolantes e a iluminação elétrica. O armazém 3 só foi concluído em 1932, devido à necessidade de um prolongamento do aterro do cais. Já nessa época, apenas o berço localizado em frente ao armazém 3 tinha condições de recebere navios mercantes, por ser o local de maior profundidade.

Após a conclusão dos armazéns 1, 2 e 3 até 1935, houve uma paralização de obras, que logo foram retomadas e concluídas em 1940, com a ampliação do cais, construção de mais dois armazéns (4 e 5) e todo aparelhamento do porto.

Surgiu, após a conclusão desses armazéns, a Avenida Getúlio Vragas, uma via de grande importância, pois dava vazão às mercadorias para o interior da cidade e denais localidades.

A construção do porto resultou em profundas alterações na estrutura física e funcional da cidade, modificando o contorno natural da baía. Entretanto, não se pode que ele truxe para a cidade de Vitória um grande desenvolvimento. A cidade cresceu e passou a ter uma paisagem inédita: os grandes navios que “passeiam” na avenida.

 

Fonte: Roteiro Histórico III, PMV - Administração: Prefeito João Carlos Coser, outubro/2007
Compilação: Walter de Aguiar Filho, maio/2011

 

 

 



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