Estão situados em uma pequena elevação, entre as ruas Coronel Monjardim e Coutinho Mascarenhas. Ignora-se a data precisa de sua construção, mas sabe-se que frei Agostinho de Jesus, em 1682, foi prior do convento. Em 1872, com a devida permissão da Ordem das Carmelitas, o convento transformou-se em um quartel militar. Em 1896, Monsenhor Pedrinho pediu a ilegalidade da concessão, a fim de que fosse instalada a residência do bispo da diocese recém-criada no Estado.
Dom João Néri chegou a Vitória em 1897 e foi morar no convento, onde fundou o Ateneu Diocesano, que em pouco tempo foi desativado por falta de verbas. Naquela época, esse conjunto arquitetônico sofreu uma pequena reforma e a imagem centenária de Nossa Senhora do Carmo foi substituída pela da nova padroeira: Nossa Senhora Auxiliadora.
Em 1900, o convento transformou-se no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, sob a direção de duas irmãs Vicentinas. Em 1910, sob o comando do construtor André Carloni, as grossas paredes do convento receberam mais um andar. Em 1913, a fachada da Igreja do Carmo perdeu suas características barrocas, que foram substituídas pela atual decoração neogótica, e a capelinha que ficava ao lado foi demolida.
Em décadas recentes, construiu-se um grande auditório ao lado do antigo convento, onde, no final da década de 70, realizaram-se várias palestras que assumiram características de verdadeiros comícios contra a ditadura militar.
Até o final do século XX, o trecho que se estendia da atual Praça Josephá Hosanah até os arredores da Praça Ubaldo Ramalhete era uma área alagadiça conhecida como “Pelames”, onde alguns antigos moradores tinham pequenos curtumes que deram origem ao nome do lugar. Essa área foi parcialmente aterrada no governo de Afonso Cláudio de Freitas Rosa, primeiro Presidente do Estado no regime Republicano (1889-1892).
Fonte: Roteiro Histórico IV, Vitória, outubro/2007. Projeto Visitar
Compilação: Walter de Aguiar Filho,julho/2011