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A maria-fumaça sai de cena

Fonte: Revista Nos Trilhos - outubro/2005
Texto: Roberta Palma

Na década de 40, no governo de Getúlio Vargas, surgiu a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, que incorporou a EFVM. Dessa forma, a exploração e o transporte do minério passaram para o controle federal. Em seguida, Vargas criou a Companhia Vale do Rio Doce, que absorveu as atividades da empresa anterior em toda a região.

A partir de então, teve início um grande processo de modernização da ferrovia. Nos anos seguintes, as marias-fumaça cederam lugar às modernas locomotivas a diesel. Mais potentes e velozes, fizeram a capacidade do transporte de minério saltar de 5 toneladas do primeiro carregamento para mais de 3 milhões de toneladas anuais no início dos anos 50. Quanto aos vagões de passageiros, também foram substituídos por novos, mais confortáveis e com maior capacidade de poltronas.

O aumento do número de trens circulando diariamente entre os dois Estados fez surgir a necessidade de duplicação da ferrovia e, também, a instalação de um sistema central de controle do tráfego, para garantir a segurança ao longo do percurso. Com os novos investimentos, a Estrada de Ferro Vitória a Minas conseguiu capacidade para mais de 100 milhões de toneladas anuais, absorvendo, além do minério, o transporte de grãos, ferro-gusa, celulose e aço, entre outros produtos de empresas localizadas em cidades ao longo da linha ou regiões próximas.

Atualmente a Estrada de Ferro Vitória a Minas representa apenas 3% da malha ferroviária nacional, mas é responsável por 40% de toda a carga transportada por estradas de ferro no país. Circulam pelos trilhos da EFVM, em média, 70 trens por dia conduzindo um volume superior a 348 mil toneladas, em composições que chegam a ter até 320 vagões. Para transportar toda essa carga até os portos do Espírito Santo, seriam necessários mais de 8,7 mil caminhões circulando pelas rodovias da região.

O trem de passageiros liga Belo Horizonte e Vitória, nos dois sentidos, levando em média 1,2 milhão de passageiros por ano. São composições com até 19 carros, divididos em classe executiva, com serviço de bordo e ar-condicionado, classe econômica, lanchonete e restaurante climatizado. Sua operação envolve uma equipe com mais de 200 empregados, entre maquinistas, chefes de trem, atendentes de lanchonete e equipe de limpeza.

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