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A Revitalização do Cais de Minério

O presidente Eurico Dutra (primeiro à direita) visita o Cais de Minério, com o governador Carlos Lindenberg (chapéu branco), em 1947 - Fonte: Mazzei / Arquivo Público

Antever uso digno para o Cais de Minério não é difícil. O projeto de restauração certamente contemplará questões urbanísticas, paisagísticas, arquitetônicas, de iluminação cênica para que ele se destaque mais ainda no entorno da baía de Vitória.

Também não é complicado imaginar as pessoas, a partir do Museu Vale, visitando a antiga estação da Leopoldina, que um dia também será restaurada, e depois caminhando pelo leito desativado da via férrea, devidamente protegidas por guarda-corpo seguro e esteticamente adequado. Elas contemplarão Vila Velha e Vitória a partir do belíssimo viaduto em curva fincado na rocha viva. E enriquecerão o corpo e a alma, após magnífico passeio pela natureza e pela história.

Aqui cabem perguntas essenciais: a quem pertence o Cais de Minério? Quem assumirá sua revalorização? A providência não implica em investimentos muito elevados, que podem ser feitos por etapas. Por especial favor da sorte, o aproveitamento das antigas instalações portuárias para incrementar iniciativas culturais, de lazer e turísticas em nada interferirá nos espaços atuais da movimentação de cargas, devido às alturas diversas em que se situam.

O Cais do Atalaia serviu para trazer progresso material para o Brasil ao gerar muitas divisas. Agora as mesmas edificações incentivarão na gente capixaba outro tipo básico de progresso — o do espírito — ao harmonizar o desenvolvimento cultural com o econômico e elevar nossa autoestima, ações essenciais para que tenhamos existência mais produtiva e com melhor qualidade. Quando receber visitantes em ambiente aprazível, aquele local voltará a ser um dos mais relevantes cartões postais do Estado.

História é vida. O valioso conjunto de obras da engenharia, ora desprezado, merece uma revitalização competente para de novo servir à sociedade. Depende apenas do empenho dos capixabas e dos seus dirigentes. Se não formos omissos, o extinto Cais de Minério se transformará em fecundo Cais de Histórias, pleno de cultura, lazer e turismo. Um porto a mais para ancorarmos nosso amor pela baía de Vitória.

 

Fonte: Jornal A Gazeta, História, 31/01/2015
Autor: Fernando Achiamé

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