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As minhas histórias – Por Jair Correa

Meu pai morreu de úlcera no piloro. Ele conviveu muito tempo com essa úlcera, mas na época uma operação desse tipo era complicada e ele tinha receio de operar. E chegou a um ponto em que tudo o que ele comia, vomitava, pois o alimento não passava pelo piloro.

Ele era conhecido como "seu" Corrêa. O seu nome completo era Joaquim Corrêa. A minha mãe se chamava Vicenta Gimenez Corrêa. Ela me chamava de "Mijai" que era, em verdade, "meu Jair". Lá em Argolas todo mundo, então, me chamava de "Mijai". Apelido, mesmo, nunca tive.

* * *

E em Argolas existia um tal de João Malhado que tinha uma raiva danada de mim. Então eu fui fazer uma pescaria de siri e peguei uma canoa. Eu e outro garoto. E eu, ainda, não sabia nadar. Quando nós estávamos a uns cem metros da margem, ali perto da Leopoldina, João Malhado caiu n'água — ele nadava muito bem — e quando chegou perto de nós virou a canoa. Eu me agarrei no remo e ele começou a bater em mim, batendo de soco. E eu batendo de remo nele, sem largar o remo porque senão eu estava perdido. Aí consegui chegar em terra, peguei o remo e dei uma remada na cara dele. E, em seguida, peguei uma pedra e joguei nas costas dele. Ele ficou seis meses no hospital para se recuperar. Escapei de quebrar a espinha dele.

Aí, ele e a turma dele combinaram de me pegar. Eu estudava, nesta ocasião, e ia todo dia levar o almoço do papai de Argolas até a oficina em Vitória. Ia e voltava de bote. E então o João Malhado, o Pito e o Alfredo Sarmento, os três, se juntaram para me dar uma surra. Eu me lembro bem que no lugar estavam estocados uns blocos que chegavam para a construção do cais do porto. Mas um dos garotos me avisou: "Você vai levar uma surra hoje. O Pito, o Alfredinho e o João Malhado vão pegar você ali no guindaste".

Aí eu fiz um tipo de espada com um arco de barril e escondi isso numa moita de melão São Caetano, bem em frente ao lugar. E eu vinha sempre no mesmo bote, com o mesmo catraieiro, chamado Guinbarra. Quando eu saltei do bote, apareceram os três. E um deles chegava perto e me empurrava e dizia: "Você é valente?" E vinha o outro e empurrava também e repetia: "É você o valente?" E mais um: "Você é o metido a valente? Eu quero ver se você é valente mesmo". E eu comecei a ganhar tempo para chegar mais perto do guindaste. Ajeitei os meus livros que estavam amarrados num elástico, pendurados no corpo e quando cheguei perto do guindaste, onde estava a espada de arco de barril, perguntei: "Afinal de contas, o que é que vocês querem?" "Queremos ver se você é valente mesmo", eles responderam. E, então, eu passei a distribuir tapas. Quando vi que estava levando desvantagem, peguei a espada de arco de barril e avancei pra cima deles. Um deles chegou a levar um talho. Eles começaram a correr e aí é que eu ataquei mais. O tal do Alfredinho é quem levou o talho na cara. E eles correram, fugindo.

Lá pelas sete horas da noite, eu estava lá em casa. O tal do Sarmento, o Alfredinho, era meu vizinho. E então o papai chegou e veio o "seu" Alfredo Sarmento, pai do menino, e disse:

— Ô, "seu" Corrêa. O papai atendeu e ele disse (ele falava assim, com jeito descansado):

— Eu vim aqui dizer ao senhor que o seu filho Jair pegou o meu filho Alfredinho e deu um talho na cara dele. Eu quero que o senhor tome providências a respeito porque isso não é possível.

E o papai perguntou:

— Mas como foi isso, "seu" Alfredo?

E eu estava lá no quarto, escutando tudo.

— É que seu filho é metido a valentão. E bate em tudo o que é menino aqui em Argolas. O senhor tome cuidado que pode acontecer alguma coisa com ele, aqui — disse o "seu" Alfredo.

Ao que papai respondeu:

— O senhor pode deixar, "seu" Alfredo, que eu vou falar com ele. Vou repreendê-lo e dar uma emenda nele.

— Então o senhor me faz esse favor — insistiu o "seu" Alfredo. — Dê uma reprimenda nele.

Quando o "seu" Alfredo saiu, papai me chamou:

— Ei, rapaz, vem cá — ele me chamava de rapaz.

— O que é que houve entre você e o Alfredinho?

E eu expliquei:

— Ó papai: eu vinha do colégio e juntaram o Alfredinho, o Alarico, o João, para me bater. Quando chegamos ali no guindaste, eles começaram a me bater. E eu, para me defender, passei a mão num pedaço de pau, uma coisa qualquer, e bati também.

E o papai então me disse:

— O dia em que você chegar em casa apanhado, apanha mais aqui.

* * *

Nino, coitado, trabalhava no "Silva Irmãos", em Vitória. Ele era mais velho que eu (eu era o mais novo de todos os irmãos). Era uma loja ali onde era a Singer, perto do Americano, em frente à Alfândega. Mas o Nino não era de briga, não. Se ele dissesse "Jair, fulano disse que vai me bater", eu comprava a briga:

— Deixe ele por minha conta. Pode deixar que eu resolvo essa parada.

E eu pegava o sujeito e descia o porrete.

Em Argolas eu era uma moléstia. Eu saía cá da Leopoldina e ia até lá em Vitória nadando, nu. Atravessava a baía, nu. Eu nadava bem. la de um lado a outro. Saía lá da Leopoldina, lá do Cais Schimidt. E ia nadando naturalmente, saindo lá da Leopoldina até onde estavam os navios. E da ponte dos navios me atirava no mar para ganhar dinheiro. Ali da ponte, quantas vezes já saltei no mar para ganhar mil réis, quinhentos réis.

Eu era danado para ganhar dinheiro. Eu juntava café que caía quando as sacas eram descarregadas, eu vendia esse café e dava o dinheiro para a mamãe. Tudo o que eu ganhava eu dava para ela. Eu apanhava os cavacos de jacarandá, limpava, cortava, para vender. Eu carregava malas. Eu fazia tudo. Tirava até caixas de cerveja do fundo do mar. Quando havia descarregamento na Leopoldina e a mercadoria era levada ao saveiro, muitas vezes caíam caixas no mar e, para ganhar uns trocados, eu mergulhava e apanhava. Aliás, eu fiquei meio surdo de tanto mergulhar. Eu mergulhava demais. Eu mergulhava até para sentir a diferença da temperatura da água. Até lá embaixo, onde a água é fria demais. As pessoas jogavam as moedas e eu mergulhava para apanhá-las. Era a minha grande brincadeira. E eu gostava também de jogar futebol e pescar.

Em Vitória, nessa época, o único meio de comunicações era o telegrama, o telégrafo. Não havia rádio. Jornal, só tinha um que se chamava "A Tarde".

* * *

Em Aimorés, durante a campanha do Brigadeiro, eu comprei um carro. Era um Ford de bigode. Mas eu não dirigia o carro, não. Havia um rapaz que dirigia e o carro era usado na campanha do Brigadeiro no interior. O carro custou 5 contos de réis. Aí, depois da campanha, eu vendi o carro.

Os consertos no carro eram feitos lá mesmo em Aimorés. O Benz era o mecânico da cidade. Quando eu cheguei em Aimorés, ele já estava lá. Ele tinha uma fazenda no Vale Natividade e lá ele fazia umas festas de São João enormes. Todos nós participávamos dessas festas, pulando fogueira, essas coisas. O Alóis Benz é vivo até hoje. O Frederico, não, já morreu. Eles eram irmãos.

Quando houve a Segunda Guerra Mundial, a população quebrou tudo que era deles. Eu estava em Aimorés nessa época. Foi quando a Ana Maria nasceu. A Ana Maria nasceu era 21 de agosto, foi justamente quando o Brasil declarou guerra à Alemanha. Eu estava no quarto com a Ana quando passou aquela turba toda que foi lá para o Félix Gess, outro alemão que havia lá, e quebrou tudo o que viu. Ele tinha uma serraria na Igrejinha. Do Benz as pessoas quebraram e roubaram tudo.

A mulher do Álvaro é quem ia na frente da turba.

* * *

Já tive uma namorada chamada Jaíra, que era professora em Baixo Guandu. Vejam só: Jair e Jaíra. É engraçado, não é?

E ainda sobre namoradas: um dia contaram à mamãe que eu tinha uma namorada em Ponta D'Areia, lá na Bahia. Era uma filha de uma portuguesa com quem eu tinha um namorisco. Não sei como a notícia veio parar aqui. E a notícia era que eu estaria noivo lá em Ponta D'Areia, Caravelas. A mamãe saiu de Vitória e foi a Teófilo Otoni atrás de mim só para saber se era verdade. E eu expliquei:

— Que nada, mamãe, é um namorisco à toa, não é nada sério.

— Menino, não vá fazer bobagem — disse ela, preocupada.

E eu para tranquilizá-la, disse:

— Não se preocupe. Isso não vai dar em nada.

Já a Jaíra, eu a conheci aqui em Vitória. E quando eu fui para Aimorés, ela foi ser professora em Baixo Guandu.

O mais curioso, no entanto, é que eu encontrei, no interior de Minas, uma moça chamada Jair Corrêa. Quando eu cheguei na pensão, as minhas cartas estavam todas abertas. E eu perguntei:

— O que é que houve? E a dona da pensão, explicando:

— O senhor me desculpe, mas minha filha se chama Jair Corrêa também.

* * *

Em Belo Horizonte, certa vez, eu fui me submeter a uma operação de hemorróidas. Cheguei na portaria do hospital e comecei a dar informações para o preenchimento da ficha: "Jair Sebastião Corrêa, tantos anos", aquelas coisas. Quando chegou em "sexo" a moça da portaria colocou: "Feminino". Logo eu consertei:

— Feminino, não, minha filha. É masculino.

Mas ela insistiu:

— Não, é feminino. Feminina é mulher. Homem é feminino.

— Não, minha filha, você está enganada. Eu posso até morrer aqui, mas quero morrer como homem — disse eu.

— Não, assim é que está certo — voltou ela a teimar.

— Não está certo, não senhora — falei, já quase brigando.

— Mas está feminino — disse ela.

— Mas não é feminino — disse eu.

E foi um custo para que ela jogasse aquela ficha fora e fizesse outra onde, finalmente, meio a contragosto e ainda não convencida, ela colocou "masculino".

* * *

Eu já fui operado mais de oito vezes. Minha primeira operação se deu aqui em Vitória quando eu tinha oito anos. Foi esse tumor aqui, que nasceu de dentro para fora. Outra foi de hemorróidas. Depois, de uretra, em 1944, quando eu tinha 35 anos. Foi quando nasceu Jairzinho e a Ana foi para Belo Horizonte. Operei de estômago. Depois, nova-mente, da bexiga e da uretra, lá no São Sebastião, na Praia do Suá. Tirei um bocado de coisas atrás da orelha e também no nariz, mas isso é até bobagem. Daí fiz a operação do estômago, da úlcera. E agora fiz essa da bexiga e depois a do olho. Até em Teófilo Otoni eu já fiquei em hospital durante três dias. Eu posso morrer de qualquer coisa, mas já estou bastante revisado.

Essa operação do estômago foi a mais fácil que eu já tive. Tiraram de mim 3/4 do estômago, entrei no dia 5 de setembro e saí no dia 10, no Hospital São José. Foi com o Dr. José Carlos da Silva. Tomei aquela anestesia e já no segundo dia ele disse: "Levanta". E eu sentei na cama. "Fique em pé", recomendou. E eu fiquei em pé. "Ande um bocado". E eu andei. "Não está sentindo nada?", perguntou. Diante da minha resposta negativa, ele disse: "Então, já está bom". Fiquei no hospital mais um ou dois dias e ele aconselhou: "Vá para casa e evite ficar pagando hospital sem necessidade. O senhor vá e volte daqui a 15 dias para tirar os pontos". Havia 26 pontos a tirar.

* * *

Em Aimorés, eu fui representante da NAB, a Navegação Aérea Brasileira. Colocamos uma antena em cima do prédio do hotel, próximo à agência, e através do rádio falávamos direto com o Rio e com os aviões. Tudo começou quando encontrei um amigo do Rio que tinha ligações com a NAB que, na época, era uma grande companhia de aviação. E a NAB queria fazer uma linha Vitória-Belo Horizonte passando por Aimorés. Era Vitória-Aimorés-Belo Horizonte. E a linha deu um grande movimento. É que Aimorés, na época, era importante, tinha um comércio muito bom. De lá nós falávamos com o avião desde que ele saía do Rio, a viagem toda. O rapaz que trabalhava comigo na aparelhagem — o Moacir — trabalhava nos correios e hoje está aqui em Vitória. De vez em quando eu me encontro com ele.

Toda semana tinha vôo passando por Aimorés.

Outras companhias que existiam na época eram a Nacional  Aerovias e a Real Linhas Aéreas. Certa vez o Nei, que pilotava aviões da Nacional, viajou com a mulher dele. E foi conversando com ela, distraído, na cabine, e se esqueceu de pousar em Belo Horizonte. Ele passou da cidade e só se apercebeu disso algum tempo depois. Teve que voltar um bom pedaço para fazer o pouso. Os aviões da Nacional também pousavam em Aimorés.

Depois o negócio começou a ficar difícil, as passagens ficaram muito caras e o movimento decaiu. E a linha acabou.

* * *

Aimorés já foi muito mais importante do que é hoje. A agricultura lá era muito mais forte. Aos poucos a pecuária foi tomando conta de tudo. Só pasto, pasto, pasto. Acabou o café, acabou o milho. Aimorés era o centro de comercialização de café e de milho da região. Os produtos eram desembarcados lá, vindos das cidades vizinhas. Depois surgiram outras estradas e o negócio mudou de rumo. Com a melhoria das estradas hoje, por exemplo, a estrada Aimorés-Mutum já está asfaltada — ninguém precisa mais parar em Aimorés. Pode passar direto. Parar lá para quê?

Lá em Aimorés era o Especial de café. Lá chegavam a ficar estocadas mais de 50 mil sacas de café nos armazéns. No município havia muitos cafezais. Agora só há pasto. Até o Batalhão de Juiz de Fora fazia compras lá. E havia grandes firmas dedicadas à comercialização: o Mussi, o Thiago, o Oliveira Santos, o Teco, o Sobrinho. Eram, pelo menos, uns dez compradores de café em Aimorés. Hoje não há mais nada disso.

Fui para Aimorés em 1934 e saí de lá em 1972. Como vereador e vice-prefeito pude fazer alguma coisa de bom para Aimorés, apesar da verba que era sempre curta. Hoje os governos federal e estadual têm sempre boas verbas para aplicar nos municípios. Mas naquela época a verba era muito mais curta. E o que nós podíamos fazer de melhor eram estradas. Fizemos a ponte do rio Capim. E quem bateu as estacas da ponte foi a firma do Jones, a Staca. Eu vim aqui em Vitória contratá-la. Era a única ponte de cimento armado da região e foi feita por nós no tempo do Vidigal. E fizemos muitas estradas além de resolver os problemas da falta de luz e telefone. Sem contar que Aimorés era muito bem servida de abastecimento d'água, assistência à saúde e de escolas.

Aliás, essa estrada federal que liga Vitória a Belo Horizonte, ia passar lá por Aimorés. E foi desviada mais para o sul, pois ela passaria por Aimorés, Mutum, Manhuaçu, Afonso Cláudio.

* * *

E passei a vida assim. Não fiquei rico, mas vivi. E saí vivo, o que já é uma grande coisa.

 

Apresentação do Livro “Os Caminhos por onde andei” – Por José Carlos Correa

 

Foi durante as conversas que sempre tenho com meu pai que nasceu a idéia desta entrevista. Sempre gostei de fazê-lo recordar as passagens da sua infância e da sua juventude. É que percebi que essas recordações são por ele guardadas com muito carinho. Com admirável riqueza de detalhes ele descrevia os fatos, as datas, os cenários, os diálogos. E quando repetia alguma história meses depois, o fazia com notável precisão, com depoimentos rigorosamente iguais. Esse detalhe mostrava, com clareza, que suas recordações eram verdadeiras, rigorosas, fiéis, sem exageros ou omissões tão comuns nas conversas coloquiais.

Inicialmente planejei apenas gravar suas histórias. Queria guardar uma fita com aqueles casos mais conhecidos da vida de meu pai, que eu já tinha ouvido algumas vezes mas tinha sempre receio de esquecer algum dia. Ali estaria a sua voz, o seu jeito característico de falar, as suas memórias mais importantes, suas lutas, seus ideais. Seria, para mim, uma lembrança preciosa a guardar junto com os meus álbuns de fotografias.

Tudo combinado, passamos uma tarde inteira de um domingo de junho de 1988 a conversar diante do gravador ligado. E a medida em que ele falava, mais me convencia que estava diante de um documento importante. Porque enquanto a fita rodava, papai narrava com desenvoltura toda a sua vida, fluentemente, sem pausas, sem vacilações, sem o menor cansaço. E o que seria uma conversa despretensiosa, passou a ser uma entrevista comovente. Papai abriu seu coração, mostrou-se de corpo inteiro como realmente ele é: um homem de coragem, que viveu intensamente a sua época, que construiu uma vida de trabalho que é um exemplo e um orgulho para todos os que puderam compartilhar dos seus dias.

Quando ele colocou um ponto final na gravação, a noite já descia sobre Vila Velha. E ao acender a luz do seu quarto, onde conversamos, eu já sabia que tinha feito a entrevista mais importante da minha vida.

Foi então que decidi passar tudo o que havia sido gravado para o papel. Quem sabe, reescrever as histórias, rearrumá-las dentro de uma seqüência de mais fácil leitura e passar um exemplar para cada filho. E por que não também para os netos? Para as pessoas mais chegadas?

E comecei a transcrever o material. E quanto mais transcrevia mais percebia que a seqüência estava correta. Papai se mostrava um perfeito e competente contador de histórias. Até algumas idas e vindas, a citação de um fato mais recente antes de um mais antigo, um comentário perdido adiante referindo-se a caso já contado, até todas essas coisas tomavam a leitura mais agradável. E resolvi transcrever a sua fala até o fim.

O resultado é o que aqui está. Não foi preciso reescrever coisa alguma. Não foi preciso rearrumar nada. Bastou ouvir e passar para o papel.

A comemoração dos 80 anos de papai me dá a ocasião perfeita para fazer essa homenagem. Uma homenagem que, certamente é dirigida mais a nós, filhos e netos, do que a ele. Porque, em verdade, é ele quem nos dá esse presente no dia do seu aniversário. O presente de deixar, para cada um de nós, um pouco de sua vida, das suas lembranças, da sua emoção. O presente de podermos sentí-lo bem pertinho. Para sempre.

 

José Carlos Corrêa

 

Fonte: Os caminhos por onde andei, Capítulo VIII As minhas histórias - 1989
Autor: Jair Corrêa
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março/2018

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