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As Palmeiras da Praínha

Praça da Matriz ainda sem as Palmeiras Imperiais. Fonte arquivos de Getrher Lima - Casa da Memória

Nesta foto que ilustra a matéria, ao fundo vê-se a Igreja do Rosário, considerada a mais antiga do Brasil. No centro um chafariz construído em 1876 que era alimentado por água encanada vinda de Inhoá (a nascente ainda existe e está localizada atrás da Marinha no sentido das terras de Dominguinho). As construções que aparecem à esquerda (casas antigas), estão localizadas onde hoje se encontram o Ed.Centro Jurídico e o Bar Stragalar. A foto, segundo informações, é de 1902 e por isso ainda não aparecem as palmeiras imperiais, cujo o plantio veio acontecer logo em seguida na administração de João Thomaz 

As palmeiras da Prainha, na Praça Tamandaré, foram plantadas ao que consta, nos primeiros decênios do século XX, pelo então Prefeito Municipal João Thomaz de Souza Júnior. Na ocasião inauguraram o coreto que existia na vizinha Praça da Bandeira.

As referidas palmeiras imperiais tem nome científico de Roystonea Olareacea e são originárias das Antilhas. Constituem o maior palmito do mundo e nascem facilmente de sementes que caem do pendão.

No mundo português foram levadas mudas e sementes para a Índia, e de lá trazidas para o Brasil em 1808, quando D. João VI plantou um exemplar no Jardim Botânico que criou no Rio de Janeiro, e ficou centenária vindo a morrer no final do século XX.

Essa palmeira recebeu o apelido de Palma Mater, ou traduzindo do latim para o português, Palmeira Mãe. Dali espalhou-se sementes e mudas para todo Brasil. E olha que o Brasil era chamado pelos índios de Pindorama, dado que na Mata Atlântica havia muitos e numerosíssimos tipos de palmeiras que se destacavam no meio da vegetação mais baixa.

Pois em Vila Velha, no largo que restou depois que implantaram na Prainha a Praça da Bandeira, plantaram uma alameda com doze palmeiras, talvez para representar um de cada apóstolo de Cristo. Ao meio dessas palmeiras a rapaziada jogava futebol dado o campinho arenoso que ficou.

A partir de 1960 algumas palmeiras começaram a morrer atingidas por raios ou por doenças. Em 1964 o então Prefeito Municipal Américo Bernardes da Silveira construiu ali a Praça Tamandaré, homenageando o patrono da Marinha brasileira, o Marquês de Tamandaré, que foi o Almirante Joaquim Marques Lisboa. A partir de 1983 houve várias tentativas de replantio de palmeiras em substituição às que morreram ao longo dos anos, já que o desfalque chamava atenção, mutilando a perspecitiva da alameda. Mas como não se regavam as mudas, elas não iam à frente.

A solução só veio em 1993 quando a Associação de Moradores de Vila Velha Centro tomou a iniciativa conseguindo mudas na chácara vizinha de Dr. Alzir Alves Bernardino, replantou-as e conseguiram que se firmassem e crescessem. A PMVV prosseguiu em 2004 com esse cuidado e logrou êxito com mais duas mudas.

 

 

Autor: Roberto Abreu é membro da Casa da Memória de Vila Velha e do Instituto Histórico e Geográfico do ES
Compilação: Walter de Aguiar Filho, julho/2012 

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