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Banda Casaca - Terra de todos os sons

Banda Casaca - Foto: Antônio Moreira, 2001

Misturar a toada do congo ao rock e ao pop pode não soar como uma boa idéia para os convictos de sua postura frente a esses dois gêneros musicais.

Mas foi exatamente através desse sincretismo que algumas bandas capixabas venceram o inimigo chamado preconceito e conseguiram agradar ao público e se tornar famosas também fora do Espírito Santo.

 

A coragem de defender uma tradição cultural do Estado, que já se arrasta há 139 anos, deu certo. Tanto que Vitória vem ganhando cada vez mais bandas com essa característica. A mais nova delas é a Casaca, dona do sucesso pop/congo “Garça de Jacarenema”.

Com um ano e meio de idade, há quatro meses a banda lançou o seu primeiro CD e já vendeu 15 mil cópias no Estado.

“Nenhum artista se lança sem a intenção de se tornar popular. A mistura do congo com o pop serviu para alavancar o movimento musical capixaba”, comemorou Paula Bastos, empresária da Casaca.

A maior prova do entrosamento da Casaca com o congo está no próprio nome da banda, inspirado num instrumento utilizado pelos congueiros. “Inclusive, os rapazes do grupo utilizam em cena três tambores de congo e uma casaca”, revelou Paula.

A banda Casaca veio no encalço das veteranas Lordose Pra Leão, Pé do Lixo e Manimal. Formadas a partir de um encontro de colegas de faculdade, essas bandas não só já gravaram CDs e alcançaram uma boa média de vendagem dentro de seus limites de mídia, como estão na mira das gravadoras nacionais.

“Com esse sincretismo, a gente descobriu um jeito capixaba de fazer música. A releitura da nossa cultura de raiz ficou muito moderna e teve a aceitação do público. Esse tipo de junção não acontece só aqui, mas em outros estados. Só que cada qual com o seu folclore”, explicou Alexandre Lima, líder do Manimal.

De todas essas bandas, a mais antiga é a Lordose Pra Leão, formada na Ufes há nove anos por estudantes do curso de Comunicação Social.

Foi com a música “Juliete”, em que os rapazes faziam referência a um de seus professores, que eles estouraram em todo o Estado. A partir daí, outros grupos se sentiram motivados a se arriscar na carreira.

Inclusive, foi abrindo um show do Lordose Pra Leão que o Manimal mostrou a cara pela primeira vez. Paralelamente, o grupo Pé do Lixo, que utiliza instrumentos improvisados, como latões de lixo, conquistou os capixabas, mas de uma forma diferente.

Embora não misture o congo à sua música pop, a banda é famosa pelo rock alternativo, do tipo tribal (com uso de instrumentos exóticos). Isso pode ser conferido no único álbum do grupo, chamado “Reciclo”, lançado há cerca de dois anos.

 

Fonte: Jornal A Tribuna, 08/09/2001
Autor: Rodrigo Prado
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2015 

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Filho de capixaba, nascido em Barbacena, aos 6 meses de idade fui transportado para Vitória, de onde saí aos 5 anos para Juiz de Fora, onde iniciei os estudos primários

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