Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Bandeirantes esquecidos – População

Rio Doce visto do espaço - Fonte: O Vale do Rio Doce, CVRD - 2002

As minas continuavam preocupando aos mais ousados. Não raro os documentos citam nomes de bandeirantes esquecidos da História oficial. Nomes inexpressivos porque não alcançaram sucesso – que glorifica e imortaliza. Encontramos referências a um tal Bruno,(52) ou Bueno,(53) que teria descoberto terrenos auríferos na margem direita do Manhuaçu; e, de 1780, existe uma representação de Francisco Xavier Teixeira Álvares, dirigida à rainha, pedindo fossem enviados seis padres para várias aldeias de gentios situadas nas cabeceiras do rio S. Mateus e licença para explorar o ouro que encontrasse, além de certas regalias que era costume conceder aos primeiros povoadores.(54)

O rio Doce, não obstante a ferocidade das tribos ribeirinhas, já era utilizado como estrada para o comércio entre Minas Gerais e os portos do Espírito Santo.(55)

A darmos crédito aos recenseamentos da época, a capitania iniciou o último quartel do século em condições excepcionalíssimas. Basta dizer que, em um decênio, a população dobrara de número. De 7.773 habitantes – que acusou o censo de 1774-75 – subiu a 15.600, em 1780.(56)

Com os elementos disponíveis não se pode explicar o fenômeno, merecedor, aliás, de estudo mais demorado.

 

 

NOTAS

(52) - DAEMON, Prov. ES, 184.

(53) - RUBIM, Notícias, 342.

(54) - ALMEIDA, Inventário, II, 461.

(55) - Instrumento em pública-forma com o teor de uns autos de justificação a que procedeu o Juiz ordinário da comarca do Espírito Santo Domingos Fernandes Barbosa Pita Rocha sobre o comércio de Minas Gerais que se fazia pelo Rio Doce para os portos do Espírito Santo. Vila da Vitória, vinte e dois de outubro de 1781 (ALMEIDA, Inventário, III, 181-2).

(56) - Mapa da enumeração da gente e povo desta Capitania da Bahia, pelas freguesias das suas comarcas, com a distinção em quatro classes das idades pueril, juvenil, varonil e avançada, em cada sexo, com o número dos velhos de mais de 90 anos, dos nascidos, dos mortos, e dos fogos, conforme o permitiram as listas que se tiraram do ano pretérito; no que é de notar que aqui não se incluem onze freguesias das Minas e Sertão do Sul, que passaram à jurisdição secular da Capitania das Gerais, ainda que se conservaram na eclesiástica da Bahia, cinco de dezembro de 1780.

“Capitania do Espírito Santo – população, 15.600 almas; freguesias, 4.

Total de toda a população de ambos os sexos no ano de 1780: 287.850 almas [em toda a ‘Capitania da Bahia’]” (ALMEIDA, Inventário, II, 480).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, junho/2018

História do ES

A Ilha de Vitória – Por Serafim Derenzi

A Ilha de Vitória – Por Serafim Derenzi

É uma posição privilegiada para superintender, como capital e porto, os destinos políticos e econômicos do Estado de que é capital

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Palavras que vieram da África

A influência do negro na nossa cultura foi bastante expressiva. Os hábitos e costumes africanos penetraram no nosso cotidiano

Ver Artigo
Epidemias e Ameaças - Por Serafim Derenzi

Os franceses, que ameaçaram a costa em 1551, voltaram em 1558 ao Porto de Vitória, onde dormiram 

Ver Artigo
A febre amarela no Espírito Santo em 1850

A Providência Divina vela certamente sobre a população desta Província que, sem o seu auxílio, estaria hoje extinta por falta de recursos da medicina

Ver Artigo
Varíola, cólera, fome em meados do Século XIX no ES

Já em fevereiro de 1855, um ofício do barão de Itapemirim falava em mais de mil vítimas 

Ver Artigo
Porto de Cachoeiro foi marco de crescimento

“Mas o transporte fluvial era tão importante, que a sede da colônia veio para o porto das embarcações, o Porto de Cachoeiro, que hoje é Santa Leopoldina”

Ver Artigo