O mar na Prainha avançava até a Rua Antônio Ferreira Queiroz, onde era contido por um muro de pedras. Entre o Cais das Timbebas e o Exército, de frente para a subida do Convento da Penha (ladeira das 7 voltas), havia uma pequena, linda e bucólica praia conhecida como Praia das Timbebas. O escritor Jair Santos em seu livro "Fragmentos de uma História" comentou: "Na lembrança de todos os filhos de Vila Velha ainda vivos, estão as imagens das tardes de maré cheia atraindo grande quantidade de jovens que ali iam tomar banho e brincar, de pais que levavam seus filhos, por menores que fossem e sem temer perigo algum, porque era rasa, calma e de águas mornas. Por isso, a Prainha sempre foi o recanto preferido de todos os moradores antigos."
Eny Botelho Baptista em seu livro "Retalhos Coloridos" disse: "E os banhos de mar na Prainha? Esses banhos na Prainha eram mais no horário da tarde e dependia também da qualidade do mar, (N.R.: na maré baixa, o fundo era lodoso, rico em algas) para poder frequentá-la com prazer. O ponto de observação da maré era no meio de nossa rua(N.R.: Rua Luciano das Neves), bem distante da praia, mas mesmo assim oferecia uma visão clara e satisfatória. Dos trilhos do bonde se avistava o mar, a fim de se tirar conclusões, se estava propício ou não para o banho. Quando o quebra-mar estava coberto, 'sinal verde': podem ir que a praia está boa."
Observando as fotos ao lado, o internauta pode fazer uma viagem ao passado e comparar com o mapa atualizado. Dá para observar que o aterro da Prainha atingiu toda a área da Escola de Aprendizes de Marinheiros do Espírito Santo (onde existia a Praia de Inhoá), o Parque da Prainha e toda a extensão que vai da entrada do Convento da Penha até o 38º B.I.