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Batalha contra os índios

Aconteceu em São Mateus, em 1558, o primeiro genocídio brasileiro, quando milhares de índios das tribos tupinambás e tupis teriam sido mortos e expostos na praia em represália ao assassinato de Fernão de Sá, filho de Mem de Sá, o terceiro governador-geral do Brasil.

O primeiro grande confronto entre índios e portugueses que se tem registro na história ficou conhecido como a famosa Batalha do Rio Cricaré, por ter o seu desfecho num dos seus principais afluentes, o rio Mariricu (variação da palavra Marerike, que quer dizer fortaleza de pau-a-pique).

De acordo com o historiador Maciel de Aguiar, que tem 137 livros publicados, a maior parte deles contando a história da colonização mateense, os fatos foram descritos pelo padre José de Anchieta e narrados em obras do antropólogo Darcy Ribeiro.

Segundo os relatos, Vasco Fernandes Coutinho, donatário da capitania do ES, pediu que o governador-geral o acudisse, senão poderia ser devorado pelos índios.

Mem de Sá, recém-empossado em Salvador, mandou seu filho Fernão com seis caravelas e 200 homens para afugentá-los. Quando ele chegou em Porto Seguro, recebeu a informação que existiam muitos índios na região da aldeira do Cricaré.

Por subestimar a valentia dos nativos e por descuido dos soldados, o filho do governador avançou muito na perseguição e ficou sem pólvora.

Os índios perceberam e avançaram sobre ele que estava apenas com 10 homens. Ele foi morto juntamente com Manuel Álvares e Diogo Álvares, ambos filhos de Diogo Álvares Correia, o Caramuru - "homem de fogo" - e mais três soldados.

Após a morte de Fernão, juntou-se um grande número de soldados portugueses que entraram na região do rio Cricaré matando milhares de índios.

Esses episódios se configuram com a primeira derrota dos portugueses na costa brasileiroa e também como o maior genocídio cometido contra os índios no Brasil.

Fonte: A Gazeta 15 de julho de 2007.

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