Fonte: Vila Velha - seu passado e sua gente
Autor: Dijairo Gonçalves Lima
O serviço de vigilância no Morro do Moreno (posto semafórico) e na Pedra do Atalaia era feito das cinco às dezessete horas, diariamente. Mais tarde, os sinais por meio de bandeiras foram substituídos por comunicação telefônica. Para isso foi instalado um cabo de aço do Moreno ao Convento para sustentar o fio de telefone por meio do qual era feita a comunicação com a Capitania dos Portos.
Um biplano da FAB que fazia o Correio Aéreo Nacional, ao tentar um vôo rasante entre o Convento e o Moreno, mais ou menos às dez horas de um dia de abril de 1939, para jogar sobre o campo de instrução do 38º BI (então 3º BC) o malote de correspondência, teve a infelicidade de atingir o cabo de aço, que se enrolou na hélice do avião, fazendo parar o motor. O jovem tenente-aviador tentou uma aterrisagem forçada mas não conseguiu evitar que a aeronave caísse sobre o pavilhão da 2ª Companhia. O piloto teve fraturas no braço e na perna além de ferimento em um dos olhos.
O tenente-aviador Hildegardo de Miranda, nos dias em que ficou internado na enfermaria do Batalhão, recebia visitas de muitas moças de Vila Velha que queriam conhecer e falar com o jovem oficial da FAB.