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Carta revela tesouro de jesuítas

Além de ser o principal cartão postal do município de Laranja da Terra, na região centro-serrana do Estado, a Pedra dos Cinco Pontões reserva histórias pouco conhecidas.

Um dos fatos que marcou a região foi a passagem de jesuítas pelo local, que teriam escondido um tesouro em uma das grutas das pedras.

Eles escreveram uma carta para o chefe do Estado na época, em 1880, informando as coordenadas do esconderijo, após serem perseguidos por índios.

A carta diz que, com o decreto do Marquês de Pombal – principal responsável pela expulsão dos Jesuítas de Portugal e das colônias portuguesas – “foi preciso se embrear nas matas e fugir em direção às montanhas do Estado”.

Após anos garimpando na região, o grupo teria sido atacado por índios, mesmo sendo os jesuítas os responsáveis pela catequização deles.

O grupo, então, teve que se esconder com todo o ouro em grutas da região para se proteger.

A carta não explica exatamente o que seria esse tesouro, mas alguns trechos falam em ouro extraído da região.

A escrava Sabina teria levado a carta ao chefe de Estado, mas segundo a história, os jesuítas nunca foram encontrados.

Com o passar dos anos, várias cópias do documento foram feitas e muitos moradores do município tiveram acesso ao texto escrito pelos jesuítas.

Diversos mineradores foram até Laranja da Terra procurar o suposto tesouro.

“As vezes vem algum curioso procurando pela gruta onde estaria escondido o tesouro”, informou o morador aposentado Sebastião Scárdua, 71 anos, que reside há 64 no distrito de Joatuba, na vila de Cinco Pontões.

Atualmente, a carta serve até como pesquisa para alunos da região, que, após levantamentos realizados pela professora a historiadora Lúcia Pizzaia, despertou também a curiosidade dos habitantes locais para saber mais sobre a história da região.

Trechos da carta – Jesuítas relatam luta e fuga com diamantes

“Subimos a Itapemirim até Caparaó, é serra muita alta e grande planalto. Residimos muitos anos explorando minas e córregos, zonas muito ricas. Todas as minas então marcadas com marcos de pedras em 3 e 2” [1]

[1] O trecho da carta revela as características do local e a localização do suposto tesouro. Mostra ainda que as riquezas foram exploradas na região. Indica ainda as pedras onde o tesouro estaria.

“Com diamantes e cobres sinais escritos por nós, descemos até um ribeirãozinho passamos em um feixe de pedras, saímos numa grande baixa, contendo ferro, turmalina em abundancia, ouro na profundidade de 9 metros” [2]

[2] Relata o local exato onde os jesuítas teriam encontrado ouro e pedras preciosas, inclusive dentro da água.

“Há mais de 29 anos nesta luta tanto trabalho, tantos males sofremos, agora que estávamos com nossa idéia, nossa liberdade, fomos atacados por tribos desconhecidas para nós. Somos 7 viventes morrendo a fome” [3]

[3] Revela o tempo em que os jesuítas trabalharam na região e as dificuldades após ataque dos índios que eles não conheciam. Informa ainda quantos eram os sobreviventes da gruta.

“Fizemos um apelo ao governador Estado do Espírito Santo com roteiro da gruta por um ofício lacrado e ordenamos a nossa escrava Sabina que fale. Descera o Guandu até a foz, e o rio grande o mar, e até o convento e entregará este embolso.”[4]

[4] A carta pede que o governador procure pelo grupo a partir de carta que confiaram a escrava para fazer a entrega.

  

Fonte: Jorna A TRIBUNA, 30/01/2011
Jornalista: Julio Huber
Foto: Jornal A TRIBUNA - Regional 30/01/2011 

 

 

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Em qualquer lugar do Brasil a bola ESTOURA; para o capixaba ela "POCA" (pronuncia-se "POCA", com enfase no "o", por sinal, "pocar" é um verbo que só existe na lingua Capixabesa: Eu poco, tu pocas, ele poca...).

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