Colégio Marista - 5ª parte

Editor: Roberto Abreu - publicada: 06/11/2013

Marista em Construção, Foto - Hugo Musso, acervo Edward DAlcântara

Sempre houve curiosidade para saber do porque a toponímia, sítio Batalha ou Morro do Batalha, que popularmente conhecia-se a área que veio a ser ocupada pelo Colégio Marista. Seria que se dá por conta de que era de propriedade de alguma família Batalha, ou que se no local tenha ocorrida alguma escaramuça no período colonial, ou seja algum combate. Por conta de alguma coisa da revolução de 1930 fica descartado pois o local já era assim conhecido.

O Sítio era conhecido também como Sítio da Cruz. Será que era por ali que acessava-se a Cruz do Campo, daí esse nome, e era o local próximo de estreitamento do Rio da Costa, que passa na divisa sul, que era transposto justamente por ali, já que a rua Luciano das Neves e seu prolongamento à esquerda a Rua Francelina Setubal ainda não existia?

O Eng° Antônio Ataíde em 1894 na planta cadastral que elaborou constou ali como existente apenas o Morro do Queiroz. É algo para ser melhor pesquisado, pois o referido engenheiro era de Vitória, embora tenha sido Prefeito de Vila Velha já nos primeiros decênios do Século XX, pode ter sido levado a engano.

Em 1920 houve o inventário do espólio de Sebastião Rodrigues, que era proprietário da área. Seus herdeiros foram Aurélia Netto Rodrigues, Celia Netto Rodrigues e Manoel Netto Rodrigues. Um desses era parente mais de perto de Antonio Pinto Rodrigues, que atuou bastante na Academia de Letras Humberto de Campos, que conheci muito. Por sua vez era filho de Cleto Rodrigues que por muitos anos no início do século XX fora Secretário da Câmara Municipal de Vila Velha e da Prefeitura Municipal de Vila Velha.

Já em 1950 a Prefeitura Municipal de Vila Velha passou a ser proprietária da área, tendo desapropriado dos descendentes dos herdeiros acima relacionados, sendo então os desapropriados a saber: Moacyr Rodrigues Loureiro e sua mulher; Zilah Rodrigues Loureiro Manoel Neto Rodrigues e sua mulher Dona Maria Garcia Bastos Rodrigues; Amelia Netto Rodrigues; Heinrich Franz Bringgenoltte e sua mulher Dona Celia Rodrigues Bringgenoltte.

Ato seguinte a PMVV fez doação da área, condicionada para a União Brasileira de Educação e Ensino que ali construiu o chamado Colégio Marista.

 

Autor: Roberto Brochado Abreu – membro da Casa da Memória de Vila Velha


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