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Como surgiu Rio Pardo (Iúna)

Prefeitura de Rio Pardo, atual Iuna

Resumo Histórico: O lugar teve a sua origem nos terrenos que foram doados por José Joaquim Ferreira Vale, conforme escritura lavrada em 2 de outubro de 1855, que Francisco Eugênio de Assis informa achar-se nas notas do tabelião José Roberto de Souza, não mencionando o lugar da ocorrência. Nesse patrimônio há quem afirme ter Antônio de Souza Barros construído, em 1858, a primeira capela da Pureza; mas em 1862 já existia em Rio Pardo a capela de N. S. Mãe dos Homens, cuja origem alguns atribuem ao vigário José Maria Dias, com a ajuda do missionário padre Bareil, em 1879.

Nota-se que foi muito lento o desenvolvimento desse lugar a levar-se em conta o longo período de 39 anos que ficou em estagnação a contar de 1816, quando a região foi cortada pela estrada São Pedro de Alcântara, e a data de 1855, fixada pela história como inicial da sua fundação.

Em data de 14 de julho de 1859 foi elevado a distrito, separado do de Viana ao qual estava jurisdicionado desde a vigência da lei nº 13, de 30 de dezembro de 1837, integrando o município de Vitória, sendo os seguintes os seus limites: ao norte, com o distrito de Linhares, seguindo pelas divisões dos município de Vitória e Linhares, ao sul, com o distrito de Alegre, pelas divisões dos municípios de Vitória e Itapemirim; ao oeste, com a Província de Minas Gerais, pelo rio José Pedro; ao leste, com o distrito de Viana, pela serra do Engano e NS. com o de Mangaraí, por um alinha tirada da dita serra (lei provincial nº 10, de 14 de julho de 1859). Por força dessa mesma lei foi elevada a freguesia, sob o orago de São Pedro de Alcântara. Não obstante, parece que sempre foi Nossa S. Mãe dos Homens, a padroeira do lugar.

Apear de muito vasto, tinha o distrito apenas 1.059 habitantes, sendo 843 livres e 216 escravos.

Abrangendo o território de Castelo e Muniz Freire e já figurando como distrito de Vitória, passou a integrar o município de Viana (lei provincial nº 10, de 23 de julho de 1862), do qual foi desmembrado por lei provincial nº 11, de 23 de novembro de 1864 e anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim, a partir de 25 de março de 1867). O primeiro funcionário público do Rio Pardo foi o fiscal Hermenegildo Rodrigues da Silva, nomeado a 29 de dezembro de 1862 pelo governo municipal de Viana.

 Sua primeira escola pública foi criada por lei nº 8, de 13 de março de 1864, e a segunda, para meninas, pela resolução de 7 de agosto de 1873.

Em 1878, tinha uma população de 2.506 almas, sendo 2.368 nacionais e 138 estrangeiras, estes na sua maioria africanos, integrando os 438 escravos com que então contava o município.

Foi elevado a município por lei de 24 de outubro de 1890, instalado a 3 de março de 1891. É cidade por força do decreto-lei nº 9.941, de 11 de novembro de 1938. O decreto-lei nº 15.177, de 31 de dezembro de 1943 mudou-lhe a denominação primitiva para Iúna.

A comarca data de 12 de novembro de 1890, sendo depois transferida para Espírito Santo do Rio Pardo, hoje Muniz Freire, da qual ficou fazendo parte como termo judiciário. Depois foi a mesma restabelecida definitivamente Possui os distritos de Iúna (distrito sede), Ibatiba, Irupí e Pequiá.

 

Fonte: O Povoamento do Espírito Santo – A marcha da penetração do território, 2012 
Nota: Primeira edição em 1976
Autor: Heribaldo L. Balestrero
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2012 

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