Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Conversão dos indígenas

Índios sendo catequizados

"Ele foi o primeiro Pregador e Anunciador do Santo Evangelho, que tiveram os gentios desta Capitania, na qual ele só - por muitos anos - foi o maior instrumento da conversão de muitos, não só para a mais fixa e verdadeira amizade com os portugueses: porque, suposto que já quando no ano de 1558, chegou ao Espírito Santo Fr. Pedro, tinham nesta vila uma Residência os padres Jesuítas desde o ano de 1551, e nela Religiosos de assistência, havendo alguns sete anos, ainda não haviam até este tempo dado princípio à conversão do gentio.

"Não é discurso este da nossa vontade: é expressão de duas testemunhas que assim o expõem com esta explicação no instrumento jurídico que já disse, mas se tirou na mesma vila (Processo preliminar de beatificação de Frei Pedro, ano de 1616). É a primeira, Amador de Freitas, capitão da Aldeia de Reritiba, e morador em Vila Velha, de idade de sessenta anos: 'Disse que conhecera ao Padre Fr. Pedro, Religioso Leigo da Ordem de São Francisco, haverá cinqüenta anos, nesta Capitania. o qual era tido de todos como Varão Santo e de muito exemplar vida, andando pelas Aldeias desta Capitania, aonde ainda então não residia Padre da Companhia, e batizava e doutrinava aos índios, ensinando outrossim a doutrina Cristã pelas ruas, etc.'

"A segunda é Nuno Rodrigues, morador na Vila do Espírito Santo, homem de idade de cento e dois anos, e, adverte a leitura do tal instrumento, que, tendo toda esta idade, estava em seu juízo perfeito, e andava pelas ruas por seus pés, e bem disposto, indo todos os dias ouvir Missa, e tratando com quem lhe convinha: 'Disse que conheceu aqui na Vila do Espírito Santo o Padre Fr. Pedro, Religioso Leigo da Ordem de São Francisco, haverá cinqüenta anos, ao qual tratou particularmente, e lhe disse que era Castelhano de nação, natural de Medina do Rio Seco, perto de Salamanca, e o viu ordinariamente andar pelas ruas, ensinando a doutrina Cristã, aos meninos e a todos, e o mesmo ia fazer pelas Aldeias dos índios, aonde havia não residiam Religiosos da Companhia, senão aqui na Vila, e lá nas ditas Aldeias batizava aos Índios, que se convertiam à Fé Católica, e era mui zeloso da salvação das almas. [Crônica, in Correio da Vitória, n. 73, de 2 de julho de 1872]

 

Fonte: História Popular do Convento da Penha, 3ª edição 2008
Autor: Guilherme Santos Neves
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março/2016

Convento da Penha

A Capitania da Paraíba do Sul e o Convento da Penha (1698)

A Capitania da Paraíba do Sul e o Convento da Penha (1698)

No documento se comprova, embora através de uma queixa e de um testemunho, a existência e a importância do Convento da Penha em 1698 

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Inscrições – Por Maria da Gloria de Freitas Duarte

Em Vila Velha e nos seus arredores são encontradas várias inscrições, históricas ou não, como as que registramos

Ver Artigo
História da Festa da Penha

A Festa da Padroeira dos capixabas sempre foi o principal acontecimento religioso de Vila Velha. Segundo a Lei nº 7, de 12/11/1844, o dia da Festa da Penha passou a ser considerado feriado em toda a Província do Espírito Santo

Ver Artigo
Todos os motivos nos levam à Festa da Penha

Desde 1570 comemoramos a Festa da Penha oito dias após a Páscoa. Ela é a festa cristã pioneira da América

Ver Artigo
Campo de Piratininga na história do Convento

Os franciscanos compraram o campo de Piratininga, por 5$000, a Da. Catarina de Vide, viúva de Manuel de Vide, o compadre e amigo de Anchieta

Ver Artigo
As Terras do Convento – Por Nobertino Bahiense

O documento de doação feita pela Governadora da Capitania do Espírito Santo, Da. Luísa Grinalda, desde a longínqua data de 6 de dezembro de 1591

Ver Artigo