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Coutinho ausenta-se novamente da capitania

Caravela Glória (1535), em exposição na Casa da Memória de Vila Velha

Posta certa ordem na governança, Vasco Coutinho atirou-se novamente ao mundo.

A direção da colônia ficou entregue, desta vez, a Bernardo Sanches de la Pimenta. Pelo menos era quem, em 1552, servia “de Capitão na dita Capitania”, segundo testemunho de Tomé de Souza.(28)

A escolha recaiu em um dos “que mais zelavão contra o gentio”,(29) isto é, dos que eram tidos como seus melhores amigos. Há um detalhe que parece provar o bom conceito em que Sanches de la Pimenta era tido entre os silvícolas: ele foi um dos padrinhos de Sebastião de Lemos, filho do famoso chefe Maracaiaguaçu (Gato Grande).(30) Muito natural que o governo fosse confiado a alguém que gozasse da estima e do respeito dos índios, pois, como vimos, uma das causas principais do desastre de D. Jorge de Menezes fora sua inabilidade em tratar com eles.

A catorze de julho desse ano de 1550, tão fértil de sucessos notáveis na vida capixaba, já o donatário havia passado pela capitania de Pero do Campo Tourinho, então governada por Duarte de Lemos.

 

NOTAS

(28) - DH, XXXV, 160-1.

(29) - NÓBREGA, Cartas, III, 82.

(30) - PIRES, Cartas, II, 372.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2017

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