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Deu no Jornal O Continente - Começa a Política

Jornal O Continente de 12 de junho de 1954

Lançados por diversos partidos registrados na Federação, em Convenções, surgem os primeiros candidatos homologados oficialmente.

Surgem, alguns emmeio desta obscuridade tentando de inicio “mostrar” suas qualidades – quase sempre inigualáveis, batalhadores, com um passado de lutas travadas contra o Mal – com natural exagero. Impossível tornar-se-ia analisar- mos imparcialmente este ou aquele candidato deste ou daquele partido; não porque elementos não nos falte, mas simplesmente porque não temos interesse em absoluto em mostrar as boas ou más qualidades do cidadão em pauta ou seja o CANDIDATO.

Não podemos esquecer que temos figuras de real projeção e prestígio em diversos partidos. Alguns políticos veteranos e outros veteranos políticos, sob o ponto de vista psicológico. A mania que se tem – excluindo o autor – em dizer que: SOU NOVO EM POLÍTICA, MAS TUDO FAREI, é pura conversa para inglês ver. A pessoa já nasce política. Uns dedicam-se, outros não. O insensível não existe. A política começa nos jogos infantis, prossegue nos colégios e finalmente atinge a maturidade com o próprio indivíduo. Não é em absoluto uma coisa feia, pecaminosa. E um impulso natural da vida, dos seres humanos. Uns dedicam-se à política, propriamente dita, nacional; outros com mais prática, mais “molejo”à internacional e, nós, à política  amadorista, municipal, umas, estadual outras vezes. Uma política simples, amena, sem ofensas, sem “segundas intenções”. É bem verdade que mesmo dentre nós, temos os faltosos, posto que em qualquer parte os encontraríamos. Mas que mal há nisso? Afinal a ovelha negra está em toda parte...

Figuras de reais méritos concorrerão ao pleito em 3 de outubro. Vereadores, Prefeitos, Deputados Estaduais e Federais etc. Todos, absolutamente todos, tentarão, por todos os meios atingir seu objetivo máximo. Nada mais lógico e mais natural. Queremos apenas fazer um apelo aos candidatos de todos os partidos. Vamos fazer uma política limpa. Nada de ofensas, nada de intrigas, nada de palavras mal lançadas aos quatro cantos. Vamos ser rivais, duros, sérios, mas sobretudo amigos. Lembrem-se de que o mundo dá muitas voltas e é sempre melhor termos “mais” um amigo do que um inimigo. Estamos pois de acordo, prezados candidatos? ...  

 

Fonte: Jornal O Continente, 12 de junho de 1954
Autor: Ennio Pereira
Compilação: Walter de Aguiar Filho, Outubro/2013

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