Continuação
Site: E daí o senhor começou a se dedicar a história de Vila Velha?
Edward: Sim, eu fundei a Casa da Memória, participo ainda hoje ativamente.
Site: Como o senhor conseguiu catalogar todas as fotos do seu acervo?
Edward: Eu comecei a procurar em bibliotecas daqui, de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, em livros com terceiros. Meus filhos moraram em Salvador, Brasília, São Paulo eu faço as visitas e já trago ou pesquiso um livro.
Site: O que o senhor tem de mais valioso na sua coleção de fotos?
Edward: Eu dou valor a tudo, até a fotografias recentes.
Site: Tem alguma raridade?
Edward: Um amigo meu pegou um documentário que foi feito em Vila Velha em 1924, ele trabalhava no cinema. Naquele tempo arrebentavam as fitas, cortavam e emendavam novamente. Passavam a primeira parte e depois a segunda parte do filme. E ele apareceu com esses negativos de 1924. Eu então revelei esses negativos e tem uma foto inédita, da Prainha. O mar batia no fundo das casas.
Site: O senhor pretende fazer alguma exposição, colocar em museus?
Edward: Sim, no Museu do Jair (Santos).
Site: O senhor fez algum curso de fotografia?
Edward: Não, sou péssimo em fotografia, não tenho mais paciência para estudar não.
Site: O senhor trata as imagens no computador também?
Edward: Mais ou menos ... (risos). Talvez menos do que mais. Tenho uma máquina digital que me libera do trabalho pesado. Para pesquisa é a melhor coisa que tem. Mas eu tenho ainda alguma coisa inédita. O resto eu já passei para a Prefeitura de Vila Velha.