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Entrevista – Maria do Carmo Conopca

Maria do Carmo Conopca

A entrevista deste número roubou a pauta da seção Escrivaninha. O furo teve vazão por conta da editora Márcia Selvátici Tourinho, que achou de bom rumo desguiar a pauta da entrevista para o interior do Espírito Santo. Novidade nesse giro de bússola? Sim, e muita. Porque Você enveredou-se nesse norte à procura de talento emergente. Nada que se assemelhasse ao já feito, quando direcionamos foco para pessoas garupadas no pódio de alguma proeza, profissão ou posto de longo curso. Então, vejamos: viajamos ao agreste de Colatina para garimpar uma promessa de escrivinhanças que se me anunciou há três pares de anos, numa recitada noite em que fui júri de um concurso literário, lá naquela terra do sol poente (ou ardente?). Ouvi, olhei e disse ao meu umbigo: "aí tem!" Nos dias e noites daquele calendário, Maria do Carmo Conopca era estudante do segundo grau, franzina e ousada. Contou-me que perdera os pais muito cedo, na pré-adolescência de uma linhagem de migrantes poloneses. Ficou com os livros. Dessa adotação desenvolveu-se seu gosto pela escrita, vencendo concursos literários aqui e ali. De lá para cá, Carminha mudou nisso e naquilo, mas as notícias que seu endereço enviava-me diziam de seu apego, cada vez mais apegado, à literatura. Atualmente, Carminha cursa o 3° ano de Letras na Fafic, trabalha na Escola Técnica Federal de Colatina e é poliglota do esperanto. Na faculdade, enturmou-se com o expediente do jornal Maldições, Prazeres e Verdades, que publica editoriais à Mendes Fradique, oferecendo aos leitores, por exemplo, deliciosas receitas de macarrão com mel e orégano! Quem vivei; verá muito mais. Neste enquanto, eis a entrevista:

VOCÊ — Seu apego à literatura começou como forma de substituir a ausência da canção de ninar?

CARMINHA — Talvez tenha sido uma busca inconsciente de suprir certas ausências importantes. O livro que primeiro me impressionou foi Menino de Asas, do Homem Homem, que li aos 11 anos, por orientação de Dona Lúcia, professora de português da minha 5ª série. A partir dele, meti a cara em muitos outros volumes da Coleção Vaga-Lume, e passei a devorar sem medida e sem seleção tudo que me caía nas mãos: de José de Alencar a Sidney Sheldon, de Frei Betto a Agatha Christie. Outro fato importante era a presença de meus irmãos mais velhos, que tinham o hábito de ler e comprar livros. O único censor desta deliciosa atividade que eu descobria meio tardiamente era meu pai: "Largue essa porcaria e vá ler a Bíblia!" Quando um dia ele me arrancou o livro das mãos para ver o que tinha lá que tanto me interessava, comecei a ler escondido. Estudava pela manhã e passava as tardes em casa com os livros, viajando. Somente algum tempo depois passei a ter uma visão mais crítica da literatura, e então comecei a selecionar minhas leituras por autores, chegando até mesmo a abominar alguns que, antes, eu adorava!

— Quando você descobriu que podia escrever?

— Essa descoberta veio há pouco tempo, quando comecei a fazer faculdade. Quis escrever um conto para o concurso literário da Semana de Letras, ficou bom e consegui o primeiro lugar. Aí me animei, senti que podia, e acabei vencendo mais dois concursos: um promovido por uma rádio aqui da cidade, e outro da Semana de Cultura e Arte de Carlos Chagas - MG, em dezembro do ano passado. É claro que isso não atesta a qualidade dos meus contos, porque cada concurso desses citados não tinha nem meia dúzia de concorrentes! O que o pessoal gosta mesmo de escrever é poesia, de preferência com versos livres; sai aquela mistura toda de métricas e pronto. Escrever conto dá muito mais trabalho, porque a estrutura não é tão simples assim: tem que ter um certo conhecimento, técnica, boas idéias. A história nunca fica legal na primeira versão; tem que ser reescrita, refeita, dilapidada — o conto é um texto em prosa que inspira cuidados parnasianos, porém mais comedido, sem chegar ao extremo de invejar ourives...

— Que gênero literário. mais atrai sua capacidade de criação?

— Acho incrível como alguns escritores conseguem fazer o leitor se envolver tanto com a história, criar todo o clima, a noção do espaço, o lado psicológico das personagens, e ao mesmo tempo criticar o gênero humano em seus vôos limitados, a sociedade e suas manias, ou não fazer nada disso, simplesmente contar uma história fantástica e surpreendente em muito menos páginas e linhas que um romance ou novela. Gosto dessa capacidade sintética do conto, amo essa doida célula narrativa! Por isso minhas tentativas literárias enveredaram por essas fendas.

— O que você acha que está faltando para a publicação de seu primeiro livro?

— Antes de tudo, escrevê-lo. Depois, passar pela minha própria crítica (difícil!). Depois, arranjar um louco para editá-lo (mais difícil ainda!).

— Quais os autores que contagiam sua imaginação e seu texto?

— Minha mais forte influência é Lygia Fagundes Telles, com seu estilo conciso e sutil. Também gosto muito de Clarice Lispector, Gabriel Garcia Márquez, Murilo Rubião, Fernando Tatagiba, Aníbal Machado, Júlio Cortázar, Machado de Assis, Eça de Queirós, Charles Dickens, Ítalo Calvino, Cora Coralina; e sem pertencer ao time dos contistas: Jorge Amado, Rubem Braga, José Saramago, Aluísio Azevedo, Thomas Mann, ah, tem tantos!...

— Em Colatina há alguma forma de incentivo à produção artística? Que projetos culturais são desenvolvidos na cidade?

— Colatina tem muitas pessoas e grupos capazes de produzir, culturalmente falando — mas faltam exatamente projetos e incentivos para que essa produção aconteça e apareça, passando a integrar a população com as manifestações artísticas, como acontece não só nas capitais, mas em muitas cidades do interior do Estado. É uma situação estranha, porque temos grandes indústrias, um comércio forte, escolas e faculdades; em contrapartida, a casa da cultura é usada para velórios, os três cinemas se transformaram em uma loja de móveis, um supermercado e uma Igreja Universal do Reino de Deus. Não há um teatro, uma casa de espetáculos. Colatina não tem espaço para a arte. Alguns bancos e a Telest abrigam exposições, os grupos de teatro se apresentam em colégios; são iniciativas válidas que devem ser citadas. Mas isso não é suficiente. O artista que quiser levar adiante sua produção vai ter que batalhar muito, porque todo esse clima anticultural de que a cidade está impregnada causa uma dificuldade enorme na hora de buscar patrocínio. Precisamos de pessoas capacitadas para dirigir oficinas de teatro, dança, produções artesanais e musicais, e abrir isso pras pessoas participarem, com horários e dias que facilitassem o acesso do público em geral. A prefeitura municipal poderia organizar essas atividades através da Secretaria de Cultura. Com certeza, o custo seria muito menos do que se paga às duplas sertanejas que são contratadas todo ano para tocar na festa da cidade.

— Olhando para os quatro cantos desses 360º que nos rodeiam, aponte os bons textos que Colatina produz no momento.

— Vou citar o trabalho de uma pessoa de Pancas que faz faculdade aqui em Colatina. É o livro Primeiros Versos, do Ronis Vila Verde. Ele batalhou pra caramba desde o ano passado, e a publicação saiu no final de junho deste ano. Ronis é uma pessoa talentosa e sensível, que precisa de espaço e incentivo para que seu trabalho seja mais bem divulgado e se torne conhecido por um número maior de leitores. A Fafic tem proporcionado algumas oportunidades para essa divulgação, como vai acontecer agora em setembro na Semana de Letras, mas isso não é o suficiente, pois atinge-se apenas a um público restrito. Em Colatina há escritores que já publicam seus livros, mas deve ter gente aí na surdina, com os originais na gaveta, sem coragem de correr atrás de um editor.

 — Como nasceu o jornal Maldições, Prazeres & Verdades? E como aconteceu seu engajamento?

— O MPV veio de uma vontade das pessoas que assumiram o Diretório Acadêmico da Fafic este ano de fazer um jornal que fosse contra a monotonia dos padrões já existentes, que representasse um espaço alternativo, com tipo de fanzine, com a cara dos estudantes, falando sobre as coisas sem ter medo de ir contra os princípios de algumas pessoas, publicando textos de alunos e professores, mexendo um pouco naquele marasmo.

Quando o exemplar n° 1 caiu na minha mão, pensei: "Preciso saber quem é o pessoal que faz este jornal!" Fui ao DA, conheci o Swami e a Jaklane, que são os editores, e acabei me oferecendo para ajudar na revisão. Aí apareceu serviço, e é um lance legal, um trabalho gostoso de fazer, até mesmo porque acabamos perdendo algumas aulas estratégicas... Tudo fica meio embolado e o jornal acaba sempre saindo em cima da hora, mas tem dado certo. Tem muita gente que curte, tem muita gente que xinga, tem gente que não entende nada, mas a intenção é essa. Não queremos agradar a todo mundo.

— O editorial do último número de Maldições, Prazeres & Verdades envereda pela gastronomia, ensinando receita de macarronada aos leitores. Folhas depois ataca de Virgílio, trecho de Eneida, temperando o estilo leve e brincalhão com o condimento refinado do latim. Os leitores sobrevivem?

— Mas claro! Aliás, aquela receita de macarrão com mel e orégano foi a coisa de maior sucesso que o MPV já publicou!

Quanto ao trecho de Eneida: ele faz parte de uma das propostas do jornal, de ter utilidade também dentro da sala de aula (as outras ficam por conta dos leitores...). O professor seleciona o texto a ser publicado, de acordo com o nível que está trabalhando com determinadas turmas, e, em cima desses fragmentos latinos, desenvolve algumas aulas. Os professores de outras línguas também têm participado.

Quanto às outras partes do jornal, procuramos distribuir matérias de interesse geral e também temas específicos aos cursos da faculdade: Geografia, Letras, História e Pedagogia; por isso as informações são tão ecléticas e quase sempre independentes umas das outras, algo meio dadaísta. Linearidade é algo que não buscamos. Já tem muita coisa certinha por aí!

— E a história do Esperanto, anunciada para "interessados"? Desde quando você pertence ao contingente que quer reorganizar Babel?

— Há muito tempo ouvi alguns comentários a respeito dessa língua, e há uns dois ou três anos o Caderno Dois de A Gazeta publicou na primeira página uma matéria com fotos e endereços de clubes esperantistas. Pude então entrar em contato com a Liga Brasileira de Esperanto, descobri que existia um curso básico por correspondência, e por aí fui tentando. Consegui aprender bastante coisa da estrutura da língua, mas a pronúncia era um desafio. Então, em julho do ano passado, tive a oportunidade de participar, em Juiz de Fora, do Congresso Brasileiro de Esperanto, em que, durante uma semana, aconteceram cursos, palestras, atividades culturais, passeios. Foi engraçado, porque a maioria das pessoas conversava em esperanto o tempo todo. Eu compreendia muita coisa, porém, quando era abordada, soltava minha única frase: "Mi ne perolas en esperanto!" (Eu não falo em esperanto!) Me senti uma estrangeira, mas valeu a pena. Consegui aprender mais e conheci várias pessoas de todos os cantos do Brasil. Hoje, mesmo com meu conhecimento apenas básico do esperanto, me correspondo com pessoas de vários países, com línguas que eu jamais teria oportunidade de aprender. Essa possibilidade de quebrar a barreira da linguagem na comunicação é que é o mais bonito no esperanto, além de ele não ser de nenhum país, por isso chamado "língua neutra".

— Como uma das organizadoras do concurso promovido pelos estudantes — o concurso contempla conto, poesia, dissertação, desenho, iconografia e fotografia — conte por que o tema escolhido é o racismo.

— A escolha do tema deveu-se a uma recente conquista do Movimento Negro do Espírito Santo, que criou um projeto para incluir na educação infantil, no ensino fundamental e médio, conteúdos relativos à história, cultura e contribuição do negro na formação do povo brasileiro. Este decreto já foi assinado pelo Governador, e grupos de estudo estão avaliando os meios de sua inclusão nos currículos escolares, dentro das matérias já existentes que melhor puderem ser utilizadas para esse fim, como História, Geografia e Literatura.

O Concurso que lançamos pretende ser um divulgador desse grande avanço, que começou pelo nosso Estado, e oxalá seja imitado nas outras partes do país.

— Sobre preconceito, disse Einstein o seguinte: "Época triste é a nossa em que é mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo". Até que ponto a arte pode contribuir para rachar o quengo do preconceito?

— A arte é a melhor maneira de se aproximar do lado mais sensível das pessoas. Muitas vezes a cena violenta de uma pessoa humilhada no meio da rua não é percebida, mas a partir do momento em que uma foto a capta do ângulo certo, ou que essa mesma cena é transcrita num poema ou transformada num quadro, passa a ter o poder de chocar algumas consciências, causando indignação, gerando críticas, depressão, sabe-se lá quantas outras coisas, que podem vir a resultar em mudanças de atitude ou ao menos de pensamento.

Infelizmente a violência e o preconceito hoje em dia estão banalizados, viraram desenho animado, e cada vez nos deixamos tocar menos por essa situação. A arte pode ser uma tentativa de fazer as pessoas olharem para si mesmas no meio desse contexto, de despertar para essa realidade, de ajudar os movimentos organizados que combatem qualquer forma de segregação.

— Além de escrever, você também recita. Ainda estamos em tempo de Camões, "Cantando espalharei por toda parte, / Se a tanto me ajudar o engenho e arte"?

— Na verdade, eu recitava. Isso fez parte dos concursos de poesia que a prefeitura municipal costumava promover em tempos idos, na época em que um cara chamado DeniI agitou muita coisa frente ao Departamento de Cultura. Havia prêmios inclusive para a interpretação das poesias, apareceram umas coisas diferentes e interessantes, mas ele acabou sendo exonerado. Colatina não suportava uma pessoa daquele tamanho.

Depois os concursos literários continuaram por algum tempo, e foram se extinguindo junto com as modernices, que não aceitam mais esse tipo de manifestação artística. Ao menos por aqui, na "terra do sol poente..."

— Há uma curiosidade acerca de Colatina que vamos agora esclarecer. Ou não. Se Cachoeiro de Itapemirim é rotulada por sua gente de Capital Secreta do Mundo, os colatinenses, num rasgo de modéstia, apregoam que a boa terra natal tem o segundo mais belo pôr-do-sol do mundo. Apontam até essa e aquela publicação internacional que teria registrado a consagração dessa medalha de prata. E aí?

— E aí que para mim isso não passa de uma grande besteira. Pôr-do-sol é pôr-do-sol, e se o daqui é bonito, com certeza não é por mérito nosso. A cidade deveria ter coisas mais importantes de que se pudesse orgulhar, construídas ou conquistadas pelo seu povo. Quem olha muito para o sol no horizonte não vê o que está exatamente debaixo do próprio nariz.

Ademais, quais os padrões para se medir a beleza de um pôr-do-sol? Quem já o viu em todas as cidades do mundo, para poder classificá-lo como medalha de ouro no Japão (não sei se citam a cidade) e medalha de prata em Colatina? A quem pertence o bronze? Quem souber que me esclareça, porque, se essa lenda for verdade mesmo, estou completamente mal informada a respeito.

— E amanhã, Carminha? O que será? Qual o horizonte artístico e profissional de quem anda se armando com a sintaxe do esperanto?

— Ah, não sei, meus sonhos são secretos! Num país como o nosso não se pode fazer planejamentos a longo prazo. Tenho muito o que estudar ainda, gostaria de aprender algumas línguas, aprender mais profundamente a nossa própria língua. Quem sabe, um dia escrever, fazer traduções, redigir artigos para jornais... Depende de quais venham a ser as oportunidades, as possibilidades. Sei que não é o esperanto que vai me ajudar a realizar esses projetos, mesmo tendo sido o propulsor de algumas das metas que citei.

— Só para celebrar e parodiar o estilo de entrevista que você ajuda a fazer no Maldições, Prazeres & Verdades, quais são suas últimas 159 palavras?

— Oi - terminou - calabresa -dicionário - chuva - asteróide - morro - ônibus - máquina de escrever - verde - repolho -janela - esternoclidomastóideo - livro -duende - conto - bolor - andorinha - blues - arnaldo - nuvem - banda - terra - lóki - gibi -nanquim - roupa - elevador - clipe - brochura - madrugada - jurubeba - guarani - tuberosidade - paralelepípedo - bochecha -não - hífen - homem - cuia - murundu -jabuticaba - brilhantina - silibrina - fênix - evoé - pororoca - uniforme - pessoa - idéia -janta - chuveiro - alcachofra - montanha -buraco - escarlatina - minhoca - sessenta - rua- calendário - jubiabá - tela - osso - orifício - parafuso - perna - mosquito - ovo - altura -tontura - teia - suicídio - aranha - carrapato -salsicha - onomatopéia - ramal - ira – outro - mim - papel - céu - frio - ferrugem - imagem - basalto - sabiá - corredeira - jangada -palavra - cílio - cutícula - versículo - uva - ivo - viu - ave - ema - eva - ovovivíparo - polissíndeto - sincrético - similar- rubicundo - alviverde - caverna - inverno - anverso -voz - crespo - corpo - cor - vaso - estávamos - dezessete - colo - bica - taça - poeira - autoclave - marimbondo - clave - etimologia - leite - poste -ambivalente - corsa - roldana - gaveta - menino - cadeira - rã - suavidade -edifício - fresta - padeiro - vôo - enguiçado -estupendo - coisa - loucura - mesmice - interseção- sexto - ordinário - eqüino - coágulo - oco - sapoti - tabela - mola - moela - pele -reflexo - novamente - fazer - sumiço.

 

Fonte: Você – Revista da Secretaria de Produção e Difusão Cultural/UFES – ano V – nº 42 – set/1996
Autor: Adilson Vilaça
Compilação: Walter de Aguiar Filho, julho/2015

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