Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Estrada Espírito Santo-Bahia – Século XVI

Parque Estadual Itaúnas, região norte do Espírito Santo

Por essa época, já havia comunicação terrestre entre a capitania e a cidade do Salvador. Ainda em 1650, o conde de Castelmelhor escrevia a Feliciano Salgado, dando-lhe instruções para entregar o governo do Espírito Santo a Manuel da Rocha de Almeida, e arrematava por dizer que se recolhesse à Bahia, “por mar ou por terra”.(24)

Novamente, em 1656, encontramos, em uma referência à devassa contra Simeão de Carvalho, ordem para que fosse remetida à sede do governo colonial uma cópia dos papéis, por via terrestre.(25)

Milagre dos milagres: um capitão-mor – Manuel da Rocha de Almeida – intentou, e parece que realizou, a construção de “uma força” na praia de Vitória.(26)

Seria pequena fortificação destinada a proteger a vila e que, no entender de Mário Freire, reflete o seu desenvolvimento.(27)

 

NOTAS

(24) - DH, III, 81.

(25) - DH, III, 356.

– Poucas as indicações sobre construção de estrada entre Vitória e a cidade do Salvador, durante o período colonial. A presença de tribos bravias na região que teria de ser cortada pelo caminho que ligasse tais núcleos nos leva a presumir que os itinerantes se serviam das praias atlânticas. Possivelmente, foi um recurso inspirado pelo temor dos barcos inimigos durante a ocupação holandesa. Em 1764, em uma Relação sobre as Villas e Rios da Capitania de Porto Seguro, pelo ouvidor Tomé Couceiro de Abreu, há esta informação: “Estrada da Praia – Esta estrada he real e com mua desde a Bahia até o Rio de Janeiro sem que ha muitos annos tenha havido noticia de morte alguma que o gentio fizesse” (ALMEIDA, Inventário, II, 41).

Na carta de José Xavier Machado Monteiro, de dez de maio de 1770, endereçada ao rei, lemos a seguinte passagem: “Por falta de gente não pude adeantar os úteis estabelecimentos que principiei nos dezertos das praias dos dois sitios de Comujativa e Rio Doce; este indispensavelmente necessario para a estrada, que nas minhas Instrucções se me adverte faça abrir para a communicação e commercio desta Capitania [Porto Seguro] com a do Espirito Santo” (ALMEIDA, Inventário, II, 240).

(26) - DH, III, 102.

(27) - Capitania do Espírito Santo, 62.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, julho/2017

História do ES

Os Cooperadores de Florentino Avidos

Os Cooperadores de Florentino Avidos

Do secretariado faziam parte os doutores Antônio Lopes Ribeiro e Carlos Xavier Barreto, secretários do Interior e Justiça e da Presidência, Mirabeau da Rocha Pimentel

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Ano de 1854 – Por Basílio Daemon

Falece no Riacho e é conduzido seu cadáver para a vila de Santa Cruz, onde foi enterrado, o naturalista francês Dr. João Teodoro Descourtilz   

Ver Artigo
Ano de 1853 – Por Basílio Daemon

Brás da Costa Rubim, filho do governador Francisco Alberto Rubim, se propunha à oferecer-lhe quatrocentos volumes em livros e cadernos para a criação de uma biblioteca  

Ver Artigo
Viajantes Estrangeiros ao ES – João Théodore Descourtilz

Existe uma edição em português da "Ornitologia Brasileira ou História Natural das Aves do Brasil", lançada pela Kosmos, em 1944

Ver Artigo
Ano de 1852 – Por Basílio Daemon

São remetidas ao Museu Nacional, pelo naturalista Descourtilz, as coleções de história natural por ele reunidas tanto de pássaros como de insetos

Ver Artigo
Ano de 1850 – Por Basílio Daemon

Antônio Tomás de Godói chefe de Polícia e reconhecendo estar a província infestada de criminosos, dá logo as mais enérgicas providências no município de Itapemirim   

Ver Artigo