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Estudos sobre a descoberta da Província - Parte III

Estudos sobre a descoberta da Província do ES - Parte III

Em 1510 deu-se o naufrágio, sobre os baixios da baía de Todos os Santos, do navio em que vinha Diogo Álvares (Caramuru). Ele e mais oito companheiros foram os únicos que escaparam ao furor das ondas, e cuja história é bastante conhecida de todos, já pelas descrições de cronistas, como de historiadores. Os poetas fizeram de Caramuru quase um herói como os dos tempos fabulosos, no que acompanhamos ao Sr. José de Vasconcelos, cônego Fernandes Pinheiro e Santa Rita Durão, que foi o seu principal cantor. Historiadores como o Sr. conselheiro João Manoel Pereira da Silva, Varnhagen, José de Vasconcelos e outros, são dignos de serem consultados, pois com o esmeril da crítica, na frase do Sr. cônego Pinheiro, depuraram a verdade histórica e ficção romanesca. Hoje está reconhecido que sua imaginada viagem à França, títulos de nobreza, sobrenome de Correia etc. é tudo falso.

Conclui-se, afinal, que o navio em que viera Diogo Álvares não ultrapassou a baía de Todos os Santos, onde naufragara.

Pelo ano de 1513, segundo Damião de Góes, três índios do Brasil foram apresentados a el-rei D. Manoel por Jorge Lopes Bixorda, trazendo por intérprete um português que já era versado na língua indígena. Não se sabe ao certo em que navio foram conduzidos, visto as trevas que há a respeito em Simão de Vasconcelos, Aires do Casal e outros, que discordam sobre este assunto.

 

Nota: 1ª edição do livro foi publicada em 1879
Fonte: Província do Espírito Santo - 2ª edição, SECULT/2010
Autor: Basílio Carvalho Daemon
Compilação: Walter de Aguiar Filho, junho/2019

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