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Festas Juninas - Rodas

Livro: Vila velha de Outrora
Autora: Maria da Glória de Freitas Duarte

Um dos capítulos mais interessantes e belos das tradições vilavelhenses, é o referente às festas juninas ou “cateretês” como eram chamadas.

Os cateretês que constavam de Rodas, Trem de Ferro, Tororó, Olha a Chuva e outros brinquedos, eram festas organizadas nas casas das famílias. Usava-se enfeitar o Santo do Dia e fazer fogueiras. Começavam cedo e quase sempre entravam pela madrugada, quando era saudado o nascer do dia:

“Clareia o dia, clareia,
Clareia o dia no mar.
Clareia o dia, clareia,
Deixa o dia clarear.”

Com a mesma música, cada componente da Roda cantava seu versinho:

“No Moreno tem bandeira,
Lá fora vem escaler,
Dentro do meu peito tem
Um coração de mulher.

Lá no Convento da Penha,
Tem um cravo para abrir,
Quem me dera ser sereno,
Para no cravo cair.

Amanhã, se Deus quiser
Fará sol se não chover,
De manhã vou às pitangas,
De tarde vou aos mupês.

Quem me dera ter agora
Uma penha e um tinteiro,
Para escrever uma carta
Ao menino do Terceiro.

Fui ao mar buscar laranjas,
Coisa que o mar não tem,
Vim de lá toda molhada,
Das ondas que vão e vêm.

Não seu que cantiga cante
No meio de tanta gente,
Tantos olhos, tantas bocas,
Quanto nariz, quanto dente.”

Muitos outros versos eram cantados, geralmente para levar recados aos namorados.
Uma outra Roda também saudando o romper do dia:

“Eu não posso ver galo cantar,
Nem a barra do dia romper,
Todas vez que o galo canta,
Meu coração quer morrer.

Ora volta Chiquinha meu bem, bis
Que a barra do dia já vem.”

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