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Fortificações da Praça de Vitória

A Escadaria São Diogo foi construída no local do antigo forte de mesmo nome, que dava proteção a Vitória, desativado e demolido.

1726. – É mandado levantar neste ano pelo Vice-rei do Estado Conde de Sabugosa, cinco fortalezas na baía desta capital, de que fora incumbido o Engenheiro Nicolau de Abreu, sendo a primeira em frente ao Penedo, com o nome de forte de São João, abaixo do antigo forte de São João Dugam, nome talvez corrompido de Morgan, o Capitão que atacou este fortim a mandado de Cavendish, em 1592 [no original, 1532]; a segunda, com o nome de forte de São Diogo, nos fundos da casa pertencente à viúva Siqueira, na quina da rua de São Diogo e ladeira de mesmo nome; a terceira à beira-mar, no local que se acha a casa e trapiche do Sr. José, em frente à praça do Mercado, com o nome de forte do Carmo; a quarta no local em que está um paredão, no largo do Rubim, ao lado do Palácio e da antiga ladeira do Trapiche, tendo o nome de São Tiago ou de Nossa Senhora da Vitória, que posteriormente teve, e onde mais tarde, no princípio deste século, nos dias de paradas e festividades, davam as peças salvas com direção ao mar; a quinta levantada sobre uma laje que existia à beira mar, na quina das ruas do Comércio e General Osório, onde existem as casas dos herdeiros do finado Coronel Gaspar Manoel Figueiroa, tendo esta fortaleza a denominação de Santo Inácio e em terrenos pertencentes então aos Padres da Companhia de Jesus. Havia no alto da portaria um nicho com a imagem de São Maurício, ao qual se acendia, todas as noites, uma lanterna com corrente presa a um vergão de ferro colocado por cima do nicho. As fortalezas ou fortes eram guardadas e abastecidas por pequenas peças.

Estas peças, existente ainda no princípio deste século, o Governador M.P. da Silva Pontes mandou embarcar em navios portugueses para servirem de lastro aos mesmos, quando as fortalezas já estavam abandonadas, concedendo os terrenos de algumas das fortalezas para construção de prédios.

Chegando a esta capitania o Engenheiro Nicolau de Abreu, que viera da Bahia por ordem do Conde de Sabugosa, Vice-rei do Estado do Brasil, principiou logo a reeditar a fortaleza de São Francisco Xavier, que fora mandada construir em 1702 por ordem de D. Rodrigo da Costa então Governador e Capitão-general do Estado, dando-lhe outras proporções e reedificando-a com solidez como todos os fortes.

 

Fonte: Textos de História Militar do Espírito Santo Compilação: Getúlio Marcos Pereira Neves, Vitória – 2008
Coleção João Bonino Moreira – vol.3

 

Nota do Site:

DAEMON, Basílio Carvalho

Nasceu no Rio de Janeiro em 1834 e morreu em Vitória no ano de 1893. Advogado, professor de primeiras letras e presidente da Câmara em Cachoeiro de Itapemirim. Trabalhou naquela mesma cidade, em 1866, como redator do jornal O Itabira. Estabeleceu-se em Vitória a partir de 1872, sendo eleito para a Assembléia Provincial. Adquiriu O Espírito-santense, jornal em cuja tipografia imprimiu, em 1879, o livro Província do Espírito Santo — sua descoberta, história cronológica, sinopse e estatística, de sua autoria. Nessa cidade foi ainda tesoureiro da Alfândega, procurador fiscal, promotor público, curador de órfãos e bibliotecário da Biblioteca Pública.

Fonte: Site Estação Capixaba

 

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