Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

História do Carnaval Capixaba

Carnaval no Teatro Carlos Gomes em 1933

Pioneiros

O primeiro desfile de escolas de samba do Espírito Santo aconteceu em 1955. Em 1992, a tradição foi interrompida, e retomada em 1998. Até 1972, eram os desfiles das batucadas que comandavam o carnaval capixaba. Elas disputavam a atenção com os blocos carnavalescos e se diferenciavam desse últimos por possuírem banda, fantasias e marchas próprias.

Organização

Em 1956, a Unidos da Piedade, fundada um ano antes, já desfilava com comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, bateria, fantasias e alegorias. E foi neste ano que a escola ganhou o nome que tem até hoje. Em 1957, havia três escolas: a Unidos da Piedade, a Acadêmicos do Moscoso e a Império da Vila, atual Novo Império. O primeiro desfile competitivo aconteceu em 1958, na Avenida Jerônimo Montero. Em 1967, a Piedade não desfilou por falta de recursos. Em 1973, voltou ao carnaval e realizou um feito inédito e não alcançado por nenhuma outra escola até hoje, conquistando o pentacampeonato (de 1973 a 1977). Assim, como a Portela que, no Rio de Janeiro, nunca mais ganhou um carnaval depois que o desfile passou a acontecer no sambódromo, a Unidos da Piedade também nunca mais ganhou um título capixaba depois da inauguração do Sambão do Povo. Por isso, ela é conhecida como a Portela capixaba.

Samba-Enredo

Até a década de 60, as escolas desfilavam ao som de vários sambas com o mesmo enredo. O primeiro samba-enredo capixaba foi composto em 1962 por Mário Benedito Ramos, para a Unidos da Piedade. O samba homenageava o aviador Alberto Santos Dumont. O primeiro disco oficial com os samba-enredos capixabas foi gravado em 1984.

Sambão do Povo

Também na década de 80, o Sambão do Povo foi idealizado e construído. A inauguração aconteceu em 1987. O Sambão do Povo foi o segundo a ser construído no Brasil. O primeiro foi o do Rio de Janeiro, inaugurado em 1985. Na estreia do Sambão, as escolas que participaram do desfile foram divididas em dois grupos: no grupo A estavam as mais tradicionais, no grupo B, as demais, como Imperatriz do Forte, Rosas de Ouro, Unidos de Jucutuquara e Lira do Moscoso, as duas últimas recém-criadas.

Verba

A verba pública, que desde o início era destinada às escolas, foi cortada em 1992. As escolas já passavam por períodos conturbados de disputas internas e, no ano seguinte, os desfiles deixaram de acontecer. Em 1998, o desfile voltou a acontecer, mas na Avenida Jerônimo Monteiro. Somente em 2002, ele retornaria ao Sambão do Povo. Atualmente, existem 13 escolas de samba no Espírito Santo. Com exceção da Chegou o que Faltava, todas estarão no desfile nos próximos dias 13 e 14 de fevereiro deste ano de 2009.

 

Fonte: A Gazeta, 09 de fevereiro de 2009
Compilação: Walter de Aguiar Filho, fevereiro/2013

Especiais

Aspectos do Direito Brasileiro na República - Parte II

Aspectos do Direito Brasileiro na República - Parte II

Estas coisas envelheceram os códigos e vão fomentando um direito novo, ainda inconsistente, com as obrigações correlatas, e que se vai afirmando através da aluvião de leis dos últimos tempos

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Reflexão... – Por Edward Athayde D’ Alcântara

Os acontecimentos que mais me impressionaram foram as enchentes provocadas pelas cheias do Rio Jucu 

Ver Artigo
A Praia do Canto era assim... - Por Sandra Aguiar

Das mãos de um engenheiro sanitarista, Francisco Saturnino Rodrigues de Brito, saiu o desenho do bairro

Ver Artigo
Um Bosque Sagrado - Por Sandra Aguiar

Para o morro da Barrinha, bosques e vários jardins, possibilitando passeios, que seriam, como dizia, o encanto do novo bairro

Ver Artigo
Primeiras grandes mudanças na Praia do Canto - Por Sandra Aguiar

A maior e melhor recordação, segundo ele, é da praia, bem em frente ao Miramar, que atraía maior número de pessoas

Ver Artigo
Vitória - Cidade sol na década de 1920: economia, sociedade e cultura

Florentino Avidos (1924-1928), priorizou a ampliação da malha ferroviária, já iniciada por Nestor Gomes (1920-1924)

Ver Artigo