Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Homenagem ao padre

Cais de Anchieta, Rio Benevente

Em 1814 Benevente era o centro mais populoso do estado depois de Vitória. Concentrava 3.017 pessoas livres e 102 escravos, predominando o índio domesticado, segundo pesquisas dos historiadores Carlos Benevides Júnior, Suely Carvalho e Walace Bonicenha. Naquela época a extração de madeira era feita em grande escala, especialmente o jacarandá, que “despertava a cobiça e constituía a exportação mais importante”.

Destacava-se ainda a extração de sal para uso doméstico, tirados das salinas localizadas no braço do rio Benevente, registra José Marcelino Pereira de Vasconcelos, em Ensaio sobre a História e Estatística do Espírito Santo, em 1858.

Açúcar

Plantava-se arroz, algodão, feijão, cana-de-açúcar e mandioca. O açúcar produzido em abundância nos engenhos era enviado ao Rio de Janeiro e Vitória. Eram quatro ou cinco pequenos navios que faziam o transporte para o Rio. Além deles havia também outros que vinham esporadicamente pelo rio fretados por comerciantes. Não era raro o sistema de troca de produtos da região por outros que chegavam de fora, documenta o botânico francês Saint-Hilaire.

Uma das maiores fazendas de cana-de-açúcar pertenceu ao paulista Joaquim Marcelino da Silva, conhecido na história capixaba como o Barão de Itapemerim, que se estabeleceu em Benevente em 1802. Suas terras foram doadas por sesmaria na região denominada de Três Barras. Mais tarde, o barão se transferiu para Itapemerim, onde fez fortuna.

Saint-Hilaire deixou registrada uma visão panorâmica de Benevente. “Das montanhas que se descortinam à distância, do lado noroeste desce um riacho que logo depois de sua desembocadura dirige-se bruscamente rumo a oeste”. No ângulo formado por essa curvatura erguia-se a cidade de Benevente, chamada também de Vila Nova ou Vila Nova de Benevente. Era formada por cerca de 100 casas, algumas cobertas de telhas e outras de palha. Muitas tinham um andar além do térreo.

O francês impressionou-se pela imponência, principalmente o templo tem dois rebordos, gênero de construção com poucos exemplares no Brasil. Das janelas do claustro, “descortinam-se ao mesmo tempo o rio, a mata majestosa que margeia, sua embocadura, o oceano, a cidade de Benevente e os campos dos arredores”.

Oito sesmarias foram doadas em Benevente. Foi a carta régia de 17 de janeiro de 1814 que revogou as anteriores ordens e autorizava o governador Francisco Alberto Rubim a conceder sesmarias em toda a capitania, às margens dos rios. Em 1850 havia cinco propriedades cadastradas no Livro de Registros de Terras do Município de Benevente de 1854 a 1858. O documento também registra outras três propriedades em 1856.

O povoado foi elevado a categoria de cidade com o nome de Anchieta em 12 de agosto de 1887, em homenagem ao padre José de Anchieta.

 

Fonte: A Gazeta 26 de setembro de 1994.

História do ES

Considerações acerca do desembarque inglês na Baía de Vitória, em 1592 (2ª Parte)

Considerações acerca do desembarque inglês na Baía de Vitória, em 1592 (2ª Parte)

A escaramuça dos marujos de Thomas Cavendish não pode ser considerada como simples e inconseqüente ato de pirataria

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Carta de Anchieta ao Capitão Miguel de Azevedo

Transcrição da carta de Anchieta ao Capitão Miguel de Azevedo, da Bahia, datada de 1° de dezembro de 1592

Ver Artigo
O Espírito Santo na 1ª História do Brasil

Pero de Magalhães de Gândavo, autor da 1ª História do Brasil, em português, impressa em Lisboa, no ano de 1576

Ver Artigo
Marcelino Champagnat

Marcellin Champagnat, aportuguesado para Marcelino Champagnat nasce a 20 de maio de 1789, em Marlhes, aldeia de montanha no Centro-Leste da França, no início da Revolução Francesa

Ver Artigo
A PMES na Guerra do Paraguai: há 150 anos – Gelson Loiola

O enviar do efetivo da companhia de Polícia para a guerra, foi autorizada pela Assembleia Legislativa Provincial  mediante a aprovação e sanção da Lei nº 3, de 4 de maio de 1868

Ver Artigo
A Viagem do Imperador Pedro II à Província do Espírito Santo

Aos 35 anos de idade, estava ele no auge da vitalidade, naquele verão de 1859/1860

Ver Artigo