Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Igrejas – Conventos – Edifícios públicos – Séculos XIX

Convento do Carmo, 1900

Não faltavam igrejas ecapelas para o culto romano, ignorando-se a existência de outra seita religiosa entreos habitantes. Todas as vilas e povoados possuíam sua matriz. Em Vitória, os pretos– que nem mesmo liberdade tinham – davam-se ao luxo de um templo privativo.(71)

Os três únicos conventos – de S. Francisco e do Carmo, em Vitória; da Penha,em Vila Velha – estavam reduzidos ao mínimo, embora todos fossem proprietários deprédios na Capital, e o santuário da Penha tivesse renda apreciável nas esmolas dos fiéis.

Todas as vilas e a cidade de Vitória possuíam seu Paço do Conselho, que serviade Câmara e alojamento para “alguma pessoa de consideração que esteja ou passe emserviço”. Digno de menção era o edifício do antigo Colégio dos jesuítas, que abrigava,além de outras repartições, a Junta da Fazenda Pública e a Administração dos Correios. O Hospital da Misericórdia – no conceito do presidente – era magnífico para a terra.(72)

 

NOTAS

(71) - “Há duas igrejas privilegiadas – o colégio dos extintos jesuítas fundado em 1551pelo padre Afonso Brás da Companhia de Jesus e a Misericórdia principiada antes de 1605./ Há quatro igrejas filiais que são S. Gonçalo, Santa Luzia, Conceição e Rosário dos Pretos.

Há uma capelania curada na povoação de Viana. Há três capelas, uma em Carapina e duasem Jucu. Cada uma das vilas e povoações tem uma matriz, servindo de tal em Benevente eNova Almeida os colégios dos extintos jesuítas” (Memória).

(72) - “...a casa é térrea e forma um quadrado de cento e sessenta palmos de lado: a áreada mesma figura de cinqüenta e cinco palmos de lado com uma porta principal e oito janelasenvidraçadas em cima de um morro de cento e cinqüenta palmos acima do nível do mar isoladae com seu cemitério amurado a cento e cinqüenta braças distante, forma agradável perspectiva, sendo as paredes e alicerces próprios para sustentar um ou dois andares de sobrado” (Memória).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, abril/2018

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Quarto Minguante – Marcondes de Souza e Bernardino Monteiro

O período de 1912 ao começo de 1920 corresponde ao princípio e ao fim da crise internacional, oriunda da primeira guerra, que rebentou em julho de 1914 e teve armistício em novembro de 1918

Ver Artigo
Jerônimo Monteiro – Urbanismo em Perspectiva

O volume de terra, material escasso na ilha de Vitória; para aterrar o banhado, não preocupou o governo de Jerônimo Monteiro 

Ver Artigo
As guerras imperiais e seus reflexos no Espírito Santo – Por João Eurípedes Franklin Leal

O Ururau era em brigue de transporte, armado com seis bocas de fogo, que próximo a barra da baía de Vitória combateu por hora e meia um barco argentino o “Vencedor de Ituzaingu”

Ver Artigo
O recrutamento do Ururau - 1827

Gravíssimo incidente abalou o Espírito Santo quando da passagem, pelo porto de Vitória, do brigue de guerra Ururau, em 1827

Ver Artigo
Finda o Governo do Primeiro Donatário - Por Mário Freire

Confiou o governo a Belchior de Azevedo, como Capitão, com os poderes e a jurisdição que o donatário exercera: firmou esse ato na "vila de N. S. da Vitória"

Ver Artigo