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João de Laet

Convento da Penha Expedição Thayer - Hartt, 1870

Auguste de Saint Hilaire no seu livro “SEGUNDA VIAGEM AO INTERIOR DO BRASIL – ESPÍRITO SANTO”, registra:

“João de Laet que escrevia em 1633 descreveu melhor a baía do Espírito Santo que os modernos. Eis, com efeito, como se exprime:“. . . porém, o porto da cidade, segundo nossos patrícios observaram, assim me apresenta: abre-se em proporcionado seio, o que este continente admite aberto para o oriente em que há algumas ilhotas esparsas; porém, para o lado do norte, recifes e baixios jazem insidiosos aos navegantes; mas, de repente, os que chegam observam primeiramente um monte alto em forma de campainha, ao qual os navegantes dirigem seu rumo; o local está, porém, entre o continente, duas léguas pouco mais ou menos da praia; depois, um pouco próximo das plagas de areia, vê-se uma torre branca em um monte a pique, não distante do oceano; é uma igrejinha que os portugueses chamam Nossa Senhora da Penha, fechada por um âmbito murado onde outrora houve o município, do qual ainda restam algumas casas e hoje chamam esse lugar de Vila Velha cuja chegada é precedida por enseadas, as quais aperta, ao chegar, uma ilha pequena e oblonga. Daí em diante a navegação é mais fácil e menos perigosa. Aos que chegam, porém, mostra-se primeiramente, o lado direito, uma pedra surgindo do solo à maneira de cone obtuso; depois pela esquerda, um monte elevado a que os portugueses chamam de Pão de Açúcar, porque tem essa forma. Dessa região para a direita vê-se um porto largo e um pequeno quadrado edificado, de pequenas casas, e assim finalmente chega-se à mesma cidade construída à direita, com um porto largo a três léguas do alto mar, pouco mais ou menos, e não cortada por nenhum fosso nem muralhas”.

 

Fonte: O Convento da Penha – Um templo histórico, tradicional e famoso – 1534 a 1951
1º Lugar no “Prêmio Cidade de Vitória – 1951
Autor: Norbertino Bahiense

Convento da Penha

Esta nossa ilha do alto

Esta nossa ilha do alto

O artigo assinado por J.C. foi publicado em março de 1953 em Vida Capichaba. A narrativa e a foto é de Guilherme Santos Neves

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