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Livro sobre Imigrantes em Santa Teresa

O site Morro do Moreno tem recebido doações de livros sobre o Espírito Santo. Ficamos realizados, por ser uma resposta ao nosso trabalho de divulgação da história do nosso Estado.

O mais recente livro que recebemos faz parte da coleção "Os Imigrantes no Espírito Santo" e refere-se a "Santa Teresa - Volume 1 - Italianos do Núcleo São João". O livro é de autoria de Sonia Maria De Muner, historiadora, genealogia e advogada.

Escrito em dois idiomas, português e italiano, o livro relaciona as famílias que instalaram-se no núcleo de São João, como os Coser, Pretti, Zanotti, Loss, Bianchi, Perini, Ferrari, dentre outras. Para adquirir o livro, entre em contato com a autora, nos telefones: (27) 3389-9818 / 9928-2213.

Confira o prefácio, escrito por Jonatan Schimidt:

"Santa Teresa, contando com um território de 709 km2, o que corresponde cerca de 1,5% da área do Estado do Espírito Santo, é um verdadeiro paraíso para os apreciadores do agroturismo, da comida da "mamma", do vinho artesanal de jabuticabas e da mais pura cachaça. Além disso, a qualidade do seu café e das suas cerâmicas é reconhecidamente uma das suas marcas.

Uma terra de colibris, com serras e vales verdejantes, há apenas 83 km da Capital e situada a 651m acima do nível do mar, Santa Teresa encantou italianos, alemães, holandeses, prussianos (hoje austríacos), espanhóis e poloneses, acolhendo-os como se fossem seus filhos e transformando-se numa verdadeira Europa Latina.

Homens como Graça Aranha e Augusto Ruschi foram da maior importância na divulgação de Santa Teresa, assim como Virginia Tamanini, filha de imigrantes que aqui se estabeleceram e que descreveu a sua saga na obra Karina, escrita sob a inspiração do Vale do Canaã, onde ainda está, até os dias atuais, a sua casa, e que correu mundo, sendo traduzida para vários idiomas.

Nomes como Casotti, Bassetti, Comper, Tonini, Paoli, Zurlo, Dalcomo, De Muner, Bloilo, Frittolli, Simonassi, Regathieri, Chistè e Zamprogno, dentre tantos, indicam as famílias daqueles que, com suor e coragem, se embrenharam nas matas do Timbuhy e fundaram, nos idos de 1874, o núcleo populacional que mais tarde veio a ser a Villa de Santa Thereza.

A seguinte estória popular, passado de pai para filho, procura retratar aquele momento de fundação:

Aconteceu, porém, que, no dia 15 de outubro (de 1875), à sombra do grande Pau Peba, onde se reuniam, à hora do Ângelus, os imigrantes, uma devota colocou uma imagem de Santa Teresa, trazida de sua Pátria. Desde então, passou a chamar-se de Santa Teresa.

O trabalho da Professora Doutora Sonia De Muner é fruto de pesquisas feitas ao longo de mais de 20 anos, revolvendo os Arquivos Públicos do Espírito Santo e de São Paulo, o Arquivo Nacional, no Rio, a Archivio di Stato di Genova, Arquivo da Torre do Tombo, Arquivos Paroquiais na Itália e no Brasil, além de arquivos de Cartórios e de Administrações Públicas Municipais.

"Santa Teresa - Os Italianos do Núcleo São João" inaugura uma série de estudos que certamente nos dará o conhecimento das nossas raízes, descendentes que somos de valorosos imigrantes."

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