Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Loteamento da Praia da Costa

Foto antiga com a Praia da Costa ao fundo

A ocupação da orla litorânea da cidade começou com o loteamento das terras pertencentes à família Motta durante o segundo mandato do prefeito Eugênio Pacheco de Queiroz, por volta de 1940. A divisão da gleba foi projetada pelo topógrafo Francisco Assumpção de Carvalho (Carvalhinho), que radicou-se na cidade e casou-se com a jovem Zilda Caldeira, filha de família tradicional, com quem teve 3 filhos. A área loteada estava localizada entre a praia da Sereia, a base do Morro do Moreno, o rio da Costa e o limite das terras de Manoel Ferraz Coutinho.

De início, os lotes não despertaram interesse entre os moradores locais, ainda que oferecidos com áreas amplas para receberem residências espaçosas a preços acessíveis. Na verdade, o vilavelhense foi surpreendido com tal tipo de coisa porque ao longo de muitos anos acostumou-se à idéia de que era dono absoluto do seu espaço e do mar infinito. Foi assim que viveu desde a transferência da sede da capitania para a ilha até a metade do século. Todo filho de Vila Velha podia ser comparado às gaivotas no seu vôo livre, flutuando bem alto ao sabor do vento nordeste, que sopra constantemente trazendo o cheiro do mar. Na realidade, ele só despertou com a presença de gente diferente morando em casa nova, logo adiante. Era mais um amigo que ganhava, alegrou-se, mas depois percebeu que perdia um pouco do espaço que pensava ser seu.

Logo depois surgiu o loteamento da segunda grande área litorânea compreendida entre a praia da Costa, o loteamento da propriedade Motta, o rio da Costa e as terras de outros proprietários do lado sul da cidade. Era a gleba conhecida por sítio Flexal ou Frechal, de propriedade de Manoel Ferraz Coutinho. O empreendimento teve a autoria de Albuquerque e Clodomir de Sá Adnet, que vieram de Vitória e fundaram a Sociedade Imobiliária Nossa Senhora da Penha. O loteamento foi aprovado pelo prefeito Domício Ferreira Mendes, em 1950.

E assim, Vila Velha foi descoberta pelas empresas imobiliárias, e como a procela que se lança sobre o rochedo, assim chegaram as empresas de construção que há alguns anos vêm "coroando" Vila Velha como o município que mais cresce no estado. A cidade conta atualmente com uma infinidade de forasteiros, cujos modismos a transformaram, repentinamente, numa cidade cosmopolita e muito estranha.

 

Fonte: Vila Velha - Onde começou o Estado do Espírito Santo - 1999
Autor: Jair Santos



GALERIA:

📷
📷


Bairros e Ruas

Rua Coronel Monjardim (ex-rua da Capelinha) - Por Elmo Elton

Rua Coronel Monjardim (ex-rua da Capelinha) - Por Elmo Elton

Chamou-se, a princípio, Rua da Capelinha, visto que, ali, se erguia a capela da Ordem Terceira do Carmo. Era estreito caminho que, do pé da ladeira do Convento de São Francisco,

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Rua do Rosário – Por Elmo Elton

Recebeu este nome por estar localizada ao pé do morro onde, no século XVIII, foi construída a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Ver Artigo
Praça do Imperador (ex-praça das Colunas) – Por Elmo Elton

Em 1860 toda a cidade de Vitória se engalanou para receber a visita de Sua Majestade o Imperador Pedro II

Ver Artigo
Parque Moscoso (ex-Campinho) - Por Elmo Elton

O aterro do Campinho, local primitivamente chamado Lapa do Mangal, área pantanosa, foi ativado, a partir de 3 de setembro de 1888, quando presidente da província o Dr. Henrique Ataíde Lobo Moscoso

Ver Artigo
De bonde com Grijó - Coisas dos tempos de vida pacata

Grandes circos passaram por nossa cidade, dentre eles o Olimecha, Stewanovisk, Irmãos Temperani, Piolim, Garcia, Liendo, Thiany, Grand Circo Americano e outros de menor porte

Ver Artigo
De bonde com Grijó - Santo Antônio

Passo pela Volta do Rabayole, nome atribuído a este local devido a uma família que era praticamente dona do lugar, além de ser uma família tradicional da ilha

Ver Artigo