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Luiza Grinaldi?

Na matéria de hoje, preciso dar uma notícia alvissaleira. É que na semana passada, eu fui visitado por dois amigos: Reinaldo Santos Neves e Fernando Achiamé, orerecendo-me um exemplar do livro "A Capitania do Espírito Santo", de Mario Aristides Freire.

Quer saber o detalhe? Este livro é, certamente, o que há de melhor sobre a historiografia capixaba, há muito esgotado. Só agora, a UFES resolveu reeditá-la e o fez plenamente, pela Flor e Cultura - editores. São antigas crônicas da "Vida Capixaba", provavelmente dos anos de 1930 e 1940, refreidas aos capitães-mores do período 1535-1822.

O livro tem pouco mais de 300 páginas, falando de mil coisas, importantíssimas, como só Mario Aristides Freire seria capaz.

Só para citar um fragmento ainda controverso, transcrevo o contido à página 96: D. Luiza "Grinaldi", a governadora, firmou a doação da Penha ao franciscano Baltazar Lisboa. D. Luiza "Grinaldi" era filha de Pedro Alves ou Álvares Correia e de Catarina "Grinaldi". Teve um filho, cônego da Sé, em Évora.

Se você julgar consistente esta citação de Aristides Freire, aí então você poderá dizer com firmeza que o verdadeiro nome do nosso terceiro capitão-mor (ou capitoa-mor), é: D. Luiza Grinaldi e não mais Grimaldi, como afirma a historiadora Maria Stela Novaes e, muito menos, Grinalda, como escreveu em documento da prefeitura de Vila Velha o Prefeito Antônio Gil Veloso. Depois deste exemplo, ao leitor só resta sair correndo agora mesmo, direto para a livraria mais próxima e adquirir seu exemplar antes que se esgote sua tiragem.

Autor: Jair Santos.
Fonte: Jornal de Vila Velha

Nota do Site: Dijairo Gonçalves Lima, em seu livro "Vila Velha - Seu passado e sua gente", diz sobre Luiza Grinalda: "É importante salientar que, na petição feita por Francisco de Aguiar Coutinho a Sua Alteza solicitando a provisão real para a posse da Capitania que recebera por herança de Vasco Fernandes Coutinho Filho, ele se refere à mulher do seu primo Vasco como Luiza Grinalda e não Grimaldi. Portanto, ninguém melhor do que o herdeiro da capitania para saber o nome certo de sua futura tia, pois a condição estabelecida para ele herdar o feudo era casar-se com Dona Beatriz, sobrinha de Dona Luiza Grinalda, conforme as disposições do novo testamento assinado em 1588. Prefiro então denominar aquela que foi nossa governadora no século XVI, de Luiza Grinalda, até prova em contrário."

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