Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Matança de ambas as partes no Cricaré

Rio Cricaré na sua foz em Conceição da Barra

Diogo de Morim assumiu o comando da expedição e rumou “pera a villa donde estaua vasco fernandez mas jaa deserquado e o gentio com a nova da estroiçam das fortallezes se Recolheram a huma fortalleza em que tinhão gramde comfiança e balltezar de saa meu sobrinho com hos majs da armada a combateram entrarão e matarão os majs que nella estauão o que foi causa de pedirem pazes e se someterão a toda obediençia”, concluiu o governador geral.(44)

Dentre as perdas que os brancos tiveram a lamentar, destacam-se Bernaldo Pimenta, morto “ao entrar de uma casa”(45), e Manoel Ramalho.(46)

Foi tamanha a mortandade que fizeram entre os silvícolas que Mem de Sá pôde escrever ao monarca: “Fica [a capitania do Espírito Santo] agora muito pacífica e o seu gentio tão castigado: mortos tantos e tam principaes: / que parece que não alevantaram a cabeça tam cedo”.(47)

Maior, muito maior deve ter sido o número de escravos aprisionados, pois essa modalidade de caça era uma das mais poderosas atrações do voluntariado daqueles tempos.

 

NOTAS

(44) - Instrumento, 132-3.

(45) - Frei VICENTE DO SALVADOR diz Bernardo Pimentel, o velho (Hist. Brasil, 170). Tudo leva a crer que outro não era senão Bernaldo Sanches de la Pimenta, que fora provedor da Fazenda e governara a capitania durante o tempo em que Vasco Coutinho estivera ausente pela segunda vez (1550-55). Grafamos “Bernaldo” porque assim se lê no traslado da carta de sua nomeação para o cargo de provedor (DH, XXXV, 160) e em Nóbrega (Cartas, III, 81). SERAFIM LEITE adota a forma atual – Bernardo. É desse mesmo autor a observação de que Bernaldo Pimenta morreu depois de vinte de janeiro de 1558, pois nesta data paraninfou o batismo ou casamento de Sebastião de Lemos (HCJB, I, 234-5), filho de Maracaiaguaçu (PIRES, Cartas, II, 372). Daí se concluir que a expedição enviada por Mem de Sá chegou ao Espírito Santo depois dessa data.

(46) - Manoel Ramalho “possuía terras confinantes com as doadas ao Colégio de Santiago em 1552” (LEITE, Cartas, III, 82, nota 36); foot-note n.o 26 deste capítulo.

(47) - SÁ, Carta, I, 225.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, julho/2018

Índios

Batalha contra os índios

Batalha contra os índios

Em São Mateus, em 1558, aconteceu o primeiro genocídio brasileiro, quando milhares de índios teriam sido mortos em represália ao assassinato de Fernão de Sá

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Matança de ambas as partes no Cricaré

Foi tamanha a mortandade que fizeram entre os silvícolas que Mem de Sá escreveu ao monarca...

Ver Artigo
Doutrinação de brancos e índios

Os trabalhos das edificações não preteriam, contudo, a obra de doutrinação

Ver Artigo
Uma exceção honrosa para o ES

A ação catequizadora dos inacianos tem significado inapreciável na obra ciclópica da conquista da terra capixaba

Ver Artigo
Os índios selvagens, a Vila de Itapemirim – Por Saint-Hilaire

Algumas léguas além de Agá, chega-se à foz do pequeno Rio de Piúma, diante da qual há três ilhotas de escassa importância 

Ver Artigo
Índios x brancos – Carnificina

Capistrano de Abreu asseverou que foram mortos D. Jorge de Menezes e D. Simão de Castelo Branco, segundo a carta de Manuel da Nóbrega a Tomé de Sousa

Ver Artigo