Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Mês da Colonização do Solo Espírito-Santense

Carta Régia de 1549 - 01

O site Morro do Moreno irá publicar matérias especiais sobre a Colonização do Solo Espírito Santense, comemorado em 23 de maio. Confira a primeira matéria, que é um resumo dos primeiros tempos na capitania do Espírito Santo:

A história toda começa numa Carta Régia, enviada em 1534 por D. João III, rei de Portugal, para Vasco Fernandes Coutinho, tornando-o donatário de uma das capitanias da costa brasileira.

Menos de um ano depois, no dia 23 de maio de 1535, a nau Glória atravessava a baía capixaba. Orientando-se pela serra do Mestre Álvaro, Vasco Fernandes ancorou numa pequena enseada situada à esquerda, nas fraldas do morro da Penha, ao norte do morro de João Moreno.

Vasco Fernandes Coutinho desembarcou em terras capixabas com aproximadamente 60 homens, entre eles, fidalgos e criados do rei. Na chegada ao Espírito Santo, ao invés de riquezas, ele e seus homens encontraram a ferocidade dos índios goitacazes.

O desembarque não se fez com facilidade, pois os índios só recuaram depois do rugir dos canhões.

Aquele primeiro núcleo de colonização recebeu o nome de Vila de Nossa Senhora da Vitória. No dia 13 de junho de 1535, após explorar os arredores da ilha, os colonizadores descobriram uma grande ilha (atual ilha de Vitória), dando-lhe o nome de Santo Antônio, em comemoração ao dia do santo católico.

Em 1537, Coutinho doou a ilha de Santo Antônio a Duarte de Lemos, um dos homens de sua comitiva colonizadora. Entrre os presenteados, D. Jorge de Menezes ficou com a primeira ilha junto à Barra (Ilha do Boi) e Valentim Nunes com a atual Ilha do Frade.

Assim foi iniciada a povoação na ilha de Vitória. Duarte de Lemos instalou-se na parte alta da ilha, fazendo construir em sua fazenda, ao lado da residência, uma igrejinha para o culto de Santa Luzia.

Mas, com a partida do donatário para Portugal, por volta de 1550, a Ilha de Santo Antônio ficou abandonada. As famílias de colonos, alojadas na Vila do Espírito Santo, fugindo dos atques dos índios, passaram a habitar a ilha de Duarte de Lemos, que lhes oferecia segurança e guarita estratégica.

Vasco Coutinho transferiu a sede da capitania para a Vila de Nossa Senhora da Vitória, até então denominada Vila Nova, para se diferenciar da primeira, Vila Velha.

 

Fonte: A Tribuna - 08/09/2001
Por: Lúcia Marins

Compilação: Walter de Aguiar Filho, maio/2015



GALERIA:

📷
📷


História do ES

Guarapari em 1862

Guarapari em 1862

Ilhotas à entrada do porto do seu nome, entre elas podem passar navios pequenos. Porto formado pelo mar. Nas marés grandes tem na preamar 26 palmos de fundo, e na baixa-mar 19. O fundo marcado é o de um banco de areia para dentro dos pontais

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Jesuítas bandeirantes e morte de Francisco de Aguiar Coutinho

A 06/03/1627 já estava morto Francisco de Aguiar Coutinho, pois nessa data foi nomeado Manuel d’Escovar Cabral para governar a donataria

Ver Artigo
Outra vez os holandeses no Porto de Vitória

Sete navios comandados pelo coronel Koin alcançaram o porto de Vitória a 27/10/1627

Ver Artigo
O destacamento de infantaria - Ambrósio de Aguiar Coutinho

O perigo que correra a segurança da capitania levou o governo português a destacar quarenta infantes de tropa regular para servirem no Espírito Santo

Ver Artigo
Jesuítas, índios e Cabo Frio

Após a obtenção de uma sesmaria para os seus índios – em 1610 – que sobreveio o período de prosperidade local, ainda hoje atestada pela igreja

Ver Artigo
Enfrentando e derrotando os flamengos

A dez de março de 1625, surgiram na barra de Vitória oito naus holandesas comandadas por Pieter Pieterszoon Heyn 

Ver Artigo