Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Monumento aos mortos da Segunda Guerra Mundial

Soldado Pedro Mariano do 1° Regimento de Infantaria na Segunda Guerra Mundial - Fonte: Jornal A Gazeta de 10.08.2013

A segunda Guerra mundial e o soldado Muniz-Freirense

Pedro Mariano de Souza morreu na Itália; seus restos mortais encontram-se na ala D, no monumento aos mortos da Segunda Guerra Mundial no Aterro do Flamengo, no Rio na década de 40 do século passado o município de Muniz Freire contava com uma população pequena e, na grande maioria, residente na zona rural. Sem infraestrutura e com estradas precárias era tarefa difícil chegar ao município. Se o acesso era difícil, logo, a chegada de noticias também não era fácil. Mesmo assim, informações referentes a um grande conflito mundial chegavam e, a partir daí, a cidade de Muniz Freire viu nascer na mente de um jovem um pouco mais de 20 anos o sonho de lutar pela pátria na Segunda Guerra Mundial.

O jovem em questão é Pedro Mariano de Souza, nascido em 27 de setembro de 1920, na localidade de São Simão, em Muniz Freire. Filho de Benedito Mariano de Souza e Flausina da Silva Braga.

Poucas são as informações sobre este jovem nascido na zona rural de Muniz Freire. O tempo passou, e sua história acabou sendo esquecida na sua cidade natal. Pedro Mariano de Souza serviu como soldado do 1° Regimento de Infantaria na Segunda Guerra Mundial. O regimento, segundo o livro “A Minha Guerra”, de José Waldir Merçon, foi um dos mais dizimados pelo exército alemão na conquista do Monte Castelo.

Sua jornada na guerra foi interrompida de forma precoce aos 24 anos após um acidente de caminhão no dia 29 de outubro de 1944 no campo de batalha, na cidade de Pisa, Itália. Foi sepultado no cemitério de Pistóia também na Itália, na cova n° 9. Atualmente seus restos mortais encontram-se na ala D, no monumento aos mortos da Segunda Guerra Mundial, localizada no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

Sobre o trauma causado pela sua morte, o historiador Agenor Favoreto Filho em “Muniz Freire – Terra de Gente Que Faz História” registrou “Segundo contam os seus familiares, D. Flausina morreu desgostosa e angustiosa, de tanto esperar pela volta do filho, pois receosos de sua reação, á época, decidiram não lhe contar sobre o verdadeiro destino do rebento”.

Em homenagem póstuma, foi condecorado com as medalhas de Campanha e Cruz de Combate de 2ª Classe. A medalha de Campanha é concedida de militares que tenham participado de ações de guerra sem nota de desabono. Já a segunda medalha citada é oferecida aos militares que tenham participado de forma coletiva de feitos grande destaque na Segunda Guerra.

O município homenageou Pedro Mariano através da Lei n° 221 de 26 de dezembro de 1960, que denominou de Rua Expedicionária Pedro Mariano a antiga Rua 13 de Maio. Mas a publicação de outra lei, a de n° 128 de 29 de dezembro de 1964, retirou o nome de Pedro Mariano da rua, denominando-a Antonio Bazzarella, nome que permanece até os dias de hoje. Vale ressaltar que a Lei n°128 em seu segundo artigo também substituiu o nome da antiga Travessa do Carmo, que passou a se chamar Travessa Expedicionário Pedro Mariano.

No prosseguimento da pesquisa verificou-se que outra lei, a de n° 824 de 15 de outubro de 1976, criou uma confusão que permanece até os dias de hoje. A citada lei ignorou parte da antiga legislação que homenageava Pedro Mariano e denominou a travessa com o nome de Jerônimo Monteiro sem revogar a lei que homenageava o soldado. Em 1989, a lei n° 1072, retirou o nome de Jerônimo Monteiro para homenagear José Manoel Almeida, nome que permanece até hoje.

Conclusão: a rigor da lei, o nome de Pedro Mariano de Souza não foi retirado oficialmente, mas o fato é que ele acabou ficando sem as devidas homenagens, como pode ser observado nas ruas da cidade. Vale a crítica a toda essa bagunça provocada por lei atrás de lei, pois se existissem critérios mais claros e justos ao nomear os logradouros públicos, confusões lamentáveis como essa não aconteceriam.

Acima um nome de rua ou qualquer outra homenagem que tenha sido retirada é importante dizer que o nome do soldado Pedro Mariano de Souza está marcado na história. Ele é considerado pelo Exército Brasileiro um herói que tombou lutando pela nação. Assim ele de ser lembrado por todos os Muniz-freirenses e também pelo poder público.

 

Fonte: Jornal A gazeta, 10 de agosto de 2013
Autor: Hebert Soares Caçador

Compilação: Walter de Aguiar Filho, agosto/2013

Monumentos

Patrimônio ambiental: aspectos na Grande Vitória

Patrimônio ambiental: aspectos na Grande Vitória

A necessidade de intervenção no espaço físico, social e cultural levou a Fundação Jones dos Santos Neves a elaborar o Plano de Preservação do Patrimônio Ambiental Urbano e Natural

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

A Pietà do Lixo – Dona Domingas

A Pietà do Lixo. Talvez a única escultura do mundo de uma catadora de lixo e sem uma digna biografia

Ver Artigo
100 Anos do Parque Moscoso

Em maio de 1912 era inaugurado pelo presidente Jerônimo de Souza Monteiro a praça Moscoso, no local do antigo Campinho, após as obras de drenagem e ajardinamento do local

Ver Artigo
Parque Moscoso

Originalmente denominado Mangal do Campinho, o Parque Moscoso era constituído por uma área de manguezal.

Ver Artigo
Monumento a Vasco Fernandes Coutinho (1º Donatário da Capitania)

É representado por um obelisco de granito, constituído de uma só peça inteiriça que assenta sobre quatro esferas de metal

Ver Artigo
O Farol de Santa Luzia

O farol de Santa Luzia em Vila Velha é a construção de montagem mecânica mais antiga do Espírito Santo, ganhando em muito na antigüidade de algumas pontes das estradas de ferro

Ver Artigo