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Nossos heróis

Fonte: Ecos de Vila Velha
Autor: José Anchieta de Setúbal

Dos 60.000 brasileiros que seriam colocados à disposição dos Aliados nas frentes de batalha contra as forças nazi-fascistas, apenas 26.500 homens desembarcaram na Itália. Metade nunca necessitaram sair dos seus acampamentos. Para isso era necessário um adestramento prévio e adaptação às técnicas do exércio americano, senhor das operações e estratégias de guerra, ao qual cabia o Alto Comando do Mediterrâneo, na Itália.

Lembramos dos nomes de alguns dos expedicionários de Vila Velha que partiram com destino àItália: capitão Walter Alcântara, Vavá para os íntimos, muito estimado pelo seu caráter e conduta impecáveis; Major Fraga, popularmente chamado Fraguinha e recentemente falecido, e que apesar de ferido, não deixou o front; sargento Aylton de Barros, já falecido, canela-verde da gema e filho de Antônio Pereira de Barros e de dona Celina; soldado Antônio, conhecido como Antônio Feijoada, um senhor goleiro nos meios esportivos vila-velhenses, também falecido; capitão Calu, ainda são e forte; e o falecido tenente José Trindade que, tendo deixado o exército, tornou-se um rábula do direito, muito competente e respeitado nos meios forenses.

Dentre os heróis capixabas mortos no anfiteatro da Segunda Guerra Muncial, doze ao todo, 2 eram canelas-verde: o sargento Aquino Araújo e ao cabo Aylson Simões, ambos jovens e representantes de etnias predominantes no Brasil - a negra e a branca.

O cabo Aylson Simões se especializara na localização e desativação de minas. À frente da tropa e com outros batedores ia explorando o terreno, tendo conseguido gloriosos feitos, além de salvar a vida de muitos dos seus companheiros de campanha nessa espinhosa e difícil missão. Já afeito a tão altos riscos depois de tantas incursões e confiando em sua experiência, foi surpreendido, na famosa tomada de Monte castelo, por uma dessas traiçoeiras minas, tombando heroicamente.

Mas a batalha tinha que prosseguir. Nessa mesma ofensiva, à frente dos seus comandados marchava o 3º sargento Aquino Araújo, que procurava desalojar o inimigo entrincheirado e fortemente armado, recebendo então uma rajada de metralhadora que o jogou por terra. O inimigo se denunciara ao abater o valente soldado, dando com isso chance aos comandados do sargento, que assim teriam recuado e preparado nova ofensiva, desta feita com sucesso.

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