Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Novidades no Farol de Santa Luzia

É com alegria que recebemos a notícia de que o Farol de Santa Luzia vai, enfim, ser aberto diariamente!

Foi assinado em 27 de julho de 2006 um protocolo de intenções entre a Prefeitura de Vila Velha e a Capitania dos Portos. Conforme esse protocolo, a capitania cede a área do Farol para a Prefeitura transformá-lo em ponto turístico, durante o prazo de 10 anos, podendo ser prorrogado.

A Prefeitura pretende fazer a automatização do farol e ainda fazer pequenas reformas nas casas que fazem parte do farol para transformá-las em casas de artesanato. O novo Farol deverá estar aberto ao público a partir de janeiro de 2007.

Saiba mais histórias sobre o Farol de Santa Luzia que estão no livro Vila Velha - Onde começou o Espírito Santo - de Jair Santos:

"Após o descobrimento, cuidou El-Rei do imediato reconhecimento da terra descoberta por Cabral. Segundo Varnhagen, já em 1501 preparou uma expedição composta de três caravelas confiadas a Dom Nuno Leal e que trazia também o cosmógrafo Américo Vespúcio. Depois de dar nome ao cabo de São Roque, conservado até hoje, seguiu a linha do litoral na direção sul, dando a cada porto de chegada o nome do santo festejado, conforme o calendário católico. Consta que a expedição arribou na baía de Vitória no dia 13 de dezembro de 1501, dia de Santa Luzia. Este nome foi mudado após a chegada do donatário, em 1535.

Sendo ela conhecida como a santa dos bons olhos, quis o povo de Vila Velha reverenciá-la em nome dos faroleiros residentes na cidade, os quais sempre se mantiveram eficientes no serviço de ajuda aos navegantes que demandavam o porto da nossa capital. Exerceram a atividade de faroleiros e residiram em Vila Velha, no início do século XX: João Ramires Costa, Antônio Araújo, conhecido como Nico Araújo, e Clementino Barcelos (Retratado no livro infanto-juvenil Krikati, Tio Clê e o Morro do Moreno, de autoria de Walter de Aguiar Filho).

Em meados do século XIX, o então presidente da província procurava intervir junto ao governo central para melhorar as condições de acesso ao porto. As providências solicitadas em 1848 foram infrutíferas. Só dezessete anos mais tarde, conforme ofício nº 2.301, de 25 de abril de 1871, o Ministério da Marinha comunicava a Francisco Pereira Corrêa, presidente da província, o encaminhamento de peças do farol que o engenheiro Zózimo Barroso enviara da Inglaterra. Comunicava também a nomeação dos engenheiros encarregados da escolha do local, para instalação na entrada da barra. Em 16 de maio do mesmo ano chegavam a Vitória os engenheiros tenente-coronel João de Souza Melo Alvim, Júlio Alvares Teixeira e o tenente José Maria do Nascimento Júnior pelo navio Juparanã e, após estudo conclusivo, optaram pela montagem e instalação do farol na aba litorânea do Morro do Moreno (ponta de Santa Luzia), em Vila Velha. Já a 18 de junho chegava, no iate Helena, o farol inglês como também a torre em chapas de ferro, de fabricação escocesa. A 7 de setembro do mesmo ano, a sua luz, com alcance de 16 milhas marítimas, anunciava com segurança a entrada da barra do porto da capital espírito-santense. A partir dessa conquista deixou de existir o serviço de sinalização entre o Moreno e o Atalaia, ou Péla Macaco.

O bonito farol mede doze metros de altura e vinte e nove metros em relação à preamar. É dotado de anemoscópio e anemômetro. No início era um facho de luz fixa e clara, recebendo depois uma lente convergente de refração luminosa. Por fim, ganhou luz halógena que se acende depois do pôr-do-sol e se apaga ao raiar do dia, e a gás de acetileno, para as ocasiões de emergência.

Sobre a porta de entrada, leva a inscrição: Reinando o Senhor D. Pedro II - I.C, o Barão de Cotegipe, Ministro da Marinha, mandou construir este farol. Engº Zózimo Barroso. Construtores P&W, Maclettan, Glasgou, 1870."

 

Fonte: Jornal A Gazeta, julho/2006.

 

>> Livro Krikati, Tio Clê e o Morro do Moreno

Matérias Especiais

E por falar em saudade

E por falar em saudade

Tenho saudades do torrone, da Garoto, um tablete de docinho recoberto de chocolate e com recheio pastoso de castanha, amêndoa ou amendoim, já não me lembro mais. Só sei que era uma delícia e que guardava todas as minhas pequenas economias para comer um a casa quinze dias. Era a época do leite-mel, da pastilha forte, da groselha, do sorvete de coco verde do Michel, guloseimas,...

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Jerônimo Monteiro - Capítulo XVI

Fazia-se o desembarque de passageiros, em escaleres e lanchas pequenas que atracavam às escadas dos navios

Ver Artigo
Jerônimo Monteiro - Capítulo II

Na foto ilustrativa, o casal Francisco de Sousa Monteiro e Henriqueta Rios de Sousa, pais de Jerônimo Monteiro (fim do séc. XIX). APEES — Coleção Maria Stella de Novaes

Ver Artigo
Saudações - Fernando Antonio de Oliveira

Carta endereçada ao escritor Walter de Aguiar Filho, autor do livro "Krikati, Tio Clê e o Morro do Moreno", pelas lembranças que nos traz sobre Vila Velha de outrora e pelo alerta sobre a identidade e cultura do canela-verde. Confira!

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte VIII (FINAL)

Cristóvão Jaques foi o único que fez reconhecimentos e assentou padrões, conforme estão de acordo todos os cronistas e historiadores, estando por isso provado ser ele o primeiro que reconheceu a costa da província do ES

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte VII

Com a chegada e desembarque, na província do Espírito Santo, do donatário Vasco Fernandes Coutinho, a 23 de maio de 1535, temos finalizado a notícia dos navegantes que tocaram ou não nas costas desta província

Ver Artigo