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O destacamento de infantaria - Ambrósio de Aguiar Coutinho

Vista aérea da Baía de Vitória em 1970. Cenário onde se deu a batalha contra os holandeses.

O perigo que correra a segurança da capitania devido à precariedade dos seus elementos de defesa levou o governo português(46) a destacar quarenta infantes de tropa regular para servirem no Espírito Santo.

As despesas para a manutenção do destacamento corriam por conta dos moradores, que pagavam um donativo especial incidente sobre aguardente de cana e vinho de mel.(47)

Embora a provisão passada a seis de março de 1627 desse, como vimos, a Francisco de Aguiar Coutinho por falecido, só em 1643 seu filho, de nome Ambrósio de Aguiar Coutinho, tomou posse do senhorio.(48) Governador dos Açores, este último, ao que tudo indica, não achou interessante trocar aquele cargo pela direção efetiva da terra que herdara. Não há notícia de que tenha estado no Brasil.

O governo continuou a ser exercido pelo capitão-mor Antônio do Couto d’Almeida, não se sabe até quando.(49)

 

NOTAS

(46) - Portugal já tinha governo próprio, exercendo-o D. João IV.

(47) - DAEMON, Prov. ES, 116.

– Segundo o mesmo autor, em 1646, pela carta régia de vinte e três de outubro, foi determinada a cobrança compulsória do mencionado donativo, uma vez que os infantes já aqui se achavam e os lavradores se furtavam a entrar com as respectivas quotas (op. cit., 119).

(48) - DAEMON, Prov. ES, 117; JOSÉ MARCELINO, Ensaio, 26; PENA, História, 67.

– A propósito da nomeação de Antônio do Couto d’Almeida para capitão, temos um trecho de informação do Conselho Ultramarino, de vinte e seis de novembro de 1648, ao rei, que diz: “V. M. no anno de 643 escreueo à camara da Capitania do Espirito Santo, que Ambrozio de Aguiar Coutinho, enuiaua com aprouação de V. M. a Antonio do Couto d’Almeida para seruir de capitão da dita Capitania” (apud ALMEIDA, Inventário, VI, 72).

(49) - Em 1648, corria pelo Conselho Ultramarino um requerimento de D. Felipa de Menezes que, na qualidade de tutora de seu filho Antônio Luís Coutinho da Câmara, pedia fosse aprovada a nomeação de Francisco Grizarte da Gama para o cargo de capitão-mor desta capitania, de que o mesmo Antônio Luís era donatário (apud ALMEIDA, Inventário, VI, 72).

Ver foot-note n.º 46 do capítulo XI.

– Sabe-se, entretanto, que, em 1648, o governador geral escrevia aos oficiais da Câmara da vila de Vitória apresentando-lhes João Ferrão de Castelo Branco, por aquela autoridade nomeado capitão-mor (DH, III, 24-5). Coube a este Castelo Branco construir o Forte S. João, conforme informação de Manuel de Morais (ver nota I, do capítulo X). Sabe-se, também, que, em 1650, o governo da Bahia, ao apresentar Manuel da Rocha de Almeida provido no cargo de capitão-mor do Espírito Santo, fê-lo dirigindo-se ao “sargento-maior Feliciano Salgado, capitão-mor da Capitania do Espírito Santo” (DH, III, 81).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, junho/2017

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